O Prefeito informou que a Prefeitura de Capitólio, seus órgãos e funcionários, estão à disposição para todos os esclarecimentos necessários.
O Ministério Público de Minas Gerais – MPMG, determinou que a Prefeitura de Capitólio explique se sabia das áreas de risco na região dos cânions, onde uma rocha se desprendeu, atingindo barcos e causando a morte de 10 pessoas. O prazo para resposta é de cinco dias.
O ofício foi emitido após a instauração do Inquérito Civil, para apurar fatos ligados à tragédia. O MPMG requer esclarecimentos para saber se o município dispunha de informações acerca do risco existente para turistas, tanto na região dos cânions quanto em outros locais, em relação a desabamento de rochas/deslizamentos ou inundações bruscas, ou ‘cabeças d’água'”, explica o órgão.
Os promotores querem saber ainda se já existe um mapeamento e identificação de áreas de risco, e um plano emergencial em situação de desastre.
Além disso, o órgão também questionou a Prefeitura sobre a existência de algum plano para evitar eventos como o ocorrido no dia 8 de janeiro. Se houver, o MPMG questiona ainda quais as providências que o município pretende adotar.
Em entrevista ao jornal O Tempo, o prefeito Cristiano Geraldo da Silva (PP) informou apenas que a Prefeitura de Capitólio, seus órgãos e funcionários, estão à disposição para todos os esclarecimentos necessários.
Peritos criminais vão a Capitólio para apurar tragédia
Nesta quinta-feira, 13, quatro peritos criminais, sendo dois deles especialistas em geologia, estarão em Capitólio para apurar as causas do deslocamento de uma rocha.
Três peritos são da Polícia Civil e um deles é da Polícia Federal. A Polícia Civil já ouviu os prefeitos de Capitólio e de São José da Barra, de onde saiu a lancha em que estavam os turistas que morreram. Também foi ouvido o dono da embarcação.
Suspensão de tráfego nos cânions
Na última quarta-feira, 12, a Marinha suspendeu, oficialmente, o tráfego de embarcações nos cânions do Lago de Furnas. A portaria foi assinada nessa terça, 11, pelo delegado e capitão de corveta Hebert Bruno da Cunha França, titular da Delegacia de Furnas. A portaria informa que a desinterdição só acontecerá após aval da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Capitólio.
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