Os outros dois casos de varíola do macaco foram confirmados em São Paulo. Outros seis casos estão em investigação.
Foi identificado neste domingo, 12, pelo instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, o terceiro caso de varíola do macaco no Brasil. A confirmação foi feita pelo Ministério da Saúde.
O paciente é um homem de 51 anos que mora em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e retornou ao Brasil na sexta-feira (10) depois de viajar a Portugal. De acordo com as informações ele está em isolamento domiciliar, tem quadro de saúde estável e é monitorado pelas secretarias de Saúde do estado e do município.
Os outros dois casos foram confirmados em São Paulo. Mais seis casos suspeitos estão em investigação. Mais de mil casos da doença já foram confirmados em 29 países, segundo a Organização Mundial da Saúde.
A varíola do macaco é uma doença viral rara, transmitida pelo contato próximo ou íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Não há tratamento específico, mas de forma geral os quadros clínicos são leves e requerem cuidado e observação das lesões.
Sintomas da varíola dos macacos
Os sintomas são semelhantes, em menor escala, aos observados em pacientes antigos de varíola: febre, dor de cabeça, dores musculares e dorsais durante os primeiros cinco dias. Depois, aparecem erupções – no rosto, palmas das mãos e solas dos pés -, lesões, pústulas e finalmente crostas.
Como se proteger e evitar o contágio
De acordo com a Anvisa, o uso de máscaras, o distanciamento e a higienização das mãos são formas de evitar o contágio pela varíola dos macacos. A agência reforçou a adoção dessas medidas, frisando que elas também servem para proteger contra a Covid-19.
“Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a covid-19, mas também contra outras doenças”, disse a agência.
Vacina
Nas décadas de 1960 e 1970 no Brasil, uma campanha nacional que resultou na erradicação da varíola. Por conta disso, as vacinas contra a doença pararam de ser produzidas em grande escala.
Entre os imunizantes existentes hoje, a Jynneos (produzida pela Bavarian Nordic), é considerada a mais segura e moderna pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o imunizantese mostrou 85% eficaz na prevenção da varíola dos macacos. Ele não está disponível no Brasil.
Há estudos científicos em andamento no mundo para avaliar a viabilidade e adequação da vacinação para a prevenção e controle da varíola dos macacos, segundo a OMS.
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