Uso das camisetas amarelas será liberado a partir do dia 11 de novembro, no início da Copa do Mundo.
O Ministério Público do Trabalho encerrou o caso envolvendo o Colégio Adventista, que teria coagido funcionários a usar camisetas amarelas (semelhantes às camisetas da seleção brasileira de futebol), com o número 22 nas costas.
O colégio apresentou ao MP documentos e imagens de troca de mensagens com funcionários, afirmando que no dia da amostra cultural poderiam ser usadas as camisetas amarelas ou camisetas azuis “Muito Além do Ensino”. Mesmo com estes dados o Ministério Público entendeu que a camiseta poderia “incutir, indiscutivelmente, referência ao candidato a presidente Jair Bolsonaro”.
De acordo com o SinProMinas – Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais, após a sentença o colégio se comprometeu a encaminhar um ofício aos professores e funcionários informando que irá liberar o uso das camisetas a partir do dia 11 de novembro, no início da Copa do Mundo. Assim não haverá margem para qualquer alusão a apoio a campanha eleitoral, na qual o segundo turno acontece no dia 30 de outubro.
Ficou decidido ainda que o colégio terá que informar aos funcionários e docentes que eles poderão devolver a camiseta amarela na regional do Sinpro Minas) e que terão o dinheiro do valor de compra restituído, mantendo em sigilo seus nomes. “Além disso, a instituição ficou de não obrigá-los a uso futuro”, cita a sentença do Ministério Público.

Entenda o caso
O cartório eleitoral da região recebeu cerca de 70 denúncias, já que o número 22 é o mesmo usado pelo atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, na campanha eleitoral.
Depois da polêmica o colégio enviou comunicado aos pais das crianças dizendo que o número 22 foi estampado por causa do ano da Copa do Mundo e não tive nada ver com o momento político.
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