
A mineira fez uma série de vídeos nas redes sociais acusando Yasmin Brunet.
Letícia Maia, de 21 anos, que acusou Yasmin Brunet de tráfico de pessoas, está na lista de pessoas detidas no Condado de Cumberland, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Além dela a influencer Katiuscia Torres e Desirrê Freitas (que também seria vítima) estão presas. Todas elas foram incluídas entre os detentos, conforme o registro oficial, na quarta-feira, 2.
O motivo da prisão das três não consta na lista e não foi divulgado até o momento. Nem o Itamaraty, que acompanha o caso das brasileiras desde o início e nem a família de Letícia, que é Perdões, se pronunciaram.
O caso das brasileiras é investigado pela Polícia Civil desde quando a família da mineira denunciou que ela estaria desaparecida. De acordo com a família, ela estaria sendo mantida em cárcere privado por Kat Torres, nos EUA. A Polícia Civil descartou, no fim de outubro, esta possibilidade.
Segundo a polícia, a hipótese foi descartada após as primeiras diligências da denúncia do desaparecimento, do contato com a Polícia Federal e das imagens publicadas pela própria jovem nas redes sociais.
A modelo e atriz Yasmin Brunet prestou queixa contra a jovem por calúnia, difamação e ameaça em uma delegacia de São Paulo no mesmo dia.
Entenda o caso
A jovem Letícia Maria Alvarenga, 21, de Perdões, afirmou, em vídeos publicados em redes sociais, que era mantida em cativeiro pela modelo Yasmin Brunet nos EUA. A jovem foi ao país para fazer intercâmbio e deixou de responder a familiares e amigos no Brasil depois de ter contato com influenciadora e coach Katiuscia Torres Soares, conhecida por Kat.
Ela foi ao Estados Unidos para um programa de au pair, intercâmbio onde a pessoa faz parte de uma família anfitriã norte-americana, por um ano, cuidando de seus filhos, e recebe em troca acomodação, refeições, remuneração semanal e a oportunidade de viagens e estudos.
No entanto, após conhecer Kat, a jovem deixou de responder a familiares e amigos no Brasil. Desirrê Torres, 26, natural do estado de São Paulo, também estaria na mesma situação.
Após cortarem os laços com as famílias, as jovens, que estariam morando nos EUA, tiveram suas fotos publicadas em um site de prostituição, atividade que é ilegal no país norte-americano.
O caso teve notoriedade nos últimos dias após ganhar as atenções de usuários das redes sociais. O pai da jovem, Cleiton Castro Alvarenga fez um post nas redes sociais denunciando o desaparecimento da filha, desde abril deste ano, depois que ela começou a trabalhar com a influenciadora no Texas, nos Estados Unidos.


