Fundação Cultural de Varginha inicia mapeamento de casas de religiões de matriz africana

Fundação Cultural inicia mapeamento das Casas de Religião de Matriz Africana
Fundação Cultural inicia mapeamento das Casas de Religião de Matriz Africana.

Levantamento busca reconhecer, valorizar e registrar os terreiros como Patrimônio Cultural Imaterial do município.

A Fundação Cultural deu início ao Mapeamento das Casas de Religião de Matriz Africana. O objetivo da iniciativa é identificar os espaços de religiosidade no município, suas lideranças, práticas e comunidades, com o intuito de subsidiar políticas públicas mais justas e representativas.

O levantamento está sendo realizado de forma online. Representantes e membros de terreiros podem preencher o formulário digital disponível no link: https://forms.gle/R3g36TrG4mhc1s3x8. A coleta de dados teve início em 07 de julho de 2025.

A participação da comunidade é essencial para que o processo seja construído de forma coletiva, respeitosa e legítima, contribuindo para o fortalecimento das tradições afro-brasileiras em Varginha.

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Registro dos Terreiros como Patrimônio Cultural Imaterial

Além do mapeamento, a Fundação Cultural abriu o processo para o Registro dos Terreiros como Patrimônio Cultural Imaterial de Varginha. O objetivo é reconhecer oficialmente a importância dos terreiros para a história, identidade e diversidade cultural do município.

A Coordenadoria Técnica do Patrimônio Cultural será responsável pela elaboração de um dossiê técnico, que reunirá informações sobre a história, práticas, organização e significados socioculturais das Casas de Religião de Matriz Africana na cidade.

Com base nesse dossiê, serão propostas medidas de salvaguarda, contemplando ações de curto, médio e longo prazo. O documento será então encaminhado ao Conselho do Patrimônio, que deliberará sobre o reconhecimento oficial.

A iniciativa reforça o compromisso de Varginha com a diversidade religiosa, o respeito às tradições e o combate à intolerância religiosa. A construção do processo será feita com escuta ativa das comunidades e valorização de seus saberes ancestrais.