Varginha se destacou nas exportações de junho com mais de US$ 200 milhões em café, atrás apenas de Nova Lima e Araxá.
Minas Gerais registrou um superávit de US$ 12,9 bilhões na balança comercial nos seis primeiros meses de 2025, resultado de US$ 21,5 bilhões em exportações e US$ 8,6 bilhões em importações. Entre os municípios com maior desempenho no comércio exterior, Varginha ocupou a terceira colocação em junho, com US$ 209,8 milhões exportados, principalmente de café para os Estados Unidos e Alemanha.
O levantamento, realizado pela Fundação João Pinheiro (FJP) com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic), mostra que Nova Lima (US$ 263,8 milhões) e Araxá (US$ 214,2 milhões) lideraram as exportações no mês, seguidos por Varginha, São Gonçalo do Rio Abaixo (US$ 159,9 milhões), Paracatu (US$ 153,1 milhões) e Guaxupé (US$ 148,3 milhões). Juntas, essas seis cidades responderam por US$ 1,1 bilhão das vendas internacionais mineiras em junho.
Vale lembrar que Varginha já vinha em trajetória ascendente no comércio exterior: em 2024, a cidade ocupou a 4ª posição entre os municípios mineiros mais exportadores, com US$ 2 bilhões em vendas, lideradas pelo café destinado principalmente à Alemanha, Estados Unidos e Bélgica.
Minas Gerais no cenário nacional
O estado foi o segundo maior exportador do Brasil em junho, com participação de 11,8% no comércio exterior nacional, atrás apenas de São Paulo (19,8%). No acumulado do ano, as exportações de café mineiro cresceram 61,1% em valor, mesmo com queda de 8,9% no volume embarcado. Já o minério de ferro registrou retração de 25,6% no valor exportado e de 8,9% no volume. Juntos, café e minério representaram mais de 50% da pauta estadual no semestre.
A China foi o principal destino das exportações mineiras, respondendo por 33,7% do valor total, seguida pelos Estados Unidos (11,5%).
Importações em alta
As importações do estado cresceram 14,6% no período, impulsionadas pela compra de máquinas e equipamentos mecânicos (+24,3%), produtos químicos orgânicos (+55,4%) e produtos farmacêuticos (+131%). Em contrapartida, houve queda nas aquisições de máquinas e equipamentos elétricos (-16%) e veículos automóveis (-1%). China e Estados Unidos também lideraram como principais fornecedores, com 25,8% e 13,5% de participação, respectivamente.
Mais detalhes e o painel interativo com os dados completos estão disponíveis no site da Fundação João Pinheiro: www.fjp.mg.gov.br.
Fonte: Fundação João Pinheiro




