Chatbot usado na COP30 foi desenvolvido em parceria com o CEFET-MG

Chatbot usado na COP30 foi desenvolvido em parceria com CEFET-MG
O Chatbot desenvolvido pelo CEFET-MG apra a COP30 usa IA para oferecer informações precisas e seguras aos participantes da conferência mundial do clima.

Assistente virtual “Macaozinho” utiliza IA para orientar participantes e delegações durante o maior evento climático do planeta

Até 21 de novembro, o Brasil recebe a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, a COP30, reunindo representantes de mais de 190 países para discutir caminhos e compromissos globais. Em um encontro dessa dimensão, a oferta de informações rápidas, confiáveis e acessíveis faz toda a diferença nas decisões e negociações. Para isso, foi criado o “Macaozinho”, chatbot desenvolvido com participação essencial do Coordenador de Inovação do CEFET-MG, professor Daniel Hasan.

O nome “Macaozinho” faz referência à arara da espécie Ara Macao, também chamada de araracanga, símbolo da biodiversidade brasileira. O chatbot representa esse espírito de preservação e conhecimento, servindo como um assistente virtual capaz de conversar com humanos e apoiar equipes e delegações durante todo o evento.

Existem dois tipos principais de chatbots: os mais simples, baseados em opções pré-definidas, e os que usam Inteligência Artificial Generativa para interpretar a intenção do usuário e construir respostas. O “Macaozinho” faz parte desse segundo grupo.

De acordo com o professor Daniel Hasan, o grande diferencial do sistema é a utilização da técnica Retrieval Augmented Generation (RAG). Quando recebe uma pergunta, o chatbot consulta uma biblioteca de documentos confiáveis selecionados pela equipe. Se a informação não estiver presente no acervo, ele informa ao usuário, evitando respostas inventadas e garantindo credibilidade.

Informação verificada para decisões rápidas

Durante a COP30, o acesso imediato a dados confiáveis ajuda desde o público geral até delegações e equipes técnicas. O “Macaozinho” atua tanto na logística do evento quanto no suporte estratégico, oferecendo dados climáticos específicos para subsidiar debates e negociações.

Com acesso a mais de três mil documentos sobre clima e conferências anteriores, o sistema responde em tempo real e compreende termos técnicos, jargões diplomáticos e políticas públicas. O chatbot também funciona em vários idiomas, ampliando o acesso à informação para participantes de diferentes países.

Desenvolvimento colaborativo

O “Macaozinho” foi criado por pesquisadores e estudantes do Departamento de Ciência da Computação da UFMG, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Inteligência Artificial Responsável (INCT-TILDIAR), do CEFET-MG e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O projeto é um exemplo de colaboração científica nacional aplicada a um evento de impacto global.

Acesse o “Macaozinho” para consultar dados e informações verificadas sobre a COP30.