Café do Sul de Minas volta a ganhar força com fim do tarifaço nos Estados Unidos

FAEMG SENAR | Divulgação

Entidades regionais destacam impacto positivo da decisão americana e projetam retomada nas exportações

Após meses de sobretaxa, o governo dos Estados Unidos retirou a tarifa de 40% aplicada sobre uma lista de produtos brasileiros, incluindo o café. A medida, anunciada nesta quinta-feira (21), devolve o cenário de comércio internacional ao patamar anterior, sem cobrança adicional para entrada do café nacional no mercado norte-americano.

A mudança encerra o chamado tarifaço, que totalizava 50% em tarifas após duas ações implementadas pela administração Donald Trump: uma de 10% em abril e outra de 40% em agosto.

Repercussão no Sul de Minas

No Sul de Minas, maior região produtora de café do país, entidades representativas da cafeicultura avaliaram a decisão como essencial para restabelecer a competitividade do produto brasileiro.

Para Arnaldo Botrel, presidente da Comissão Técnica de Café da Faemg, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Varginha e vice-presidente da Faemg, o anúncio simboliza o retorno à normalidade. Ele explica que a cobrança vinha afetando diretamente os preços de exportação e reduzindo margens de negociação. Segundo Botrel, a retirada das tarifas facilita novamente o fluxo comercial, trazendo alívio ao produtor e ao mercado.

Impacto para o comércio de café

O presidente do Centro de Comércio do Café de Minas Gerais, Ricardo Schneider, também destacou que o setor recebe a notícia com entusiasmo. Ele afirma que o livre comércio é fundamental para garantir eficiência, estabilidade e remuneração justa ao produtor. A expectativa é que o fim das restrições volte a aquecer os embarques, especialmente para um dos principais destinos do café brasileiro.

Contexto das negociações

O tarifaço vinha sendo discutido pelas duas nações há semanas. O tema ganhou prioridade após o encontro entre Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado em outubro, na Malásia. Em 14 de novembro, os Estados Unidos já haviam flexibilizado parte das tarifas, reduzindo a alíquota para uma lista de cerca de 200 produtos brasileiros, entre eles o café.

Agora, com a eliminação completa das sobretaxas, produtores, exportadores e entidades esperam um reaquecimento do mercado e uma retomada mais consistente nas exportações.

Com informações de assessoria de imprensa Faemg Senar – Juliana Campos Silva