Ministério da Saúde confirma cinco casos da variante Ômicron no Brasil

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Entenda o que se sabe até agora sobre a variante Ômicron.

Já são cinco casos confirmados da variante Ômicron no Brasil, sendo três em São Paulo e dois no Distrito Federal. De acordo com o Ministério da Saúde são quatro homens e uma mulher, todos vacinados contra a covid-19. Eles estão isolados e pelo menos um apresenta sintomas leves. A maioria está assintomática.

Ainda há oito casos da variante em investigação no país, sendo um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e seis no Distrito Federal.

“Hoje, temos uma situação sanitária bem mais equilibrada, mas lidamos com a imprevisibilidade biológica desse vírus, que sofre mutações. A vigilância em saúde está atenta e atuante pra que essas variantes sejam identificadas e pra que se avalie o potencial dessa variante complicar o cenário pandêmico”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

O que se sabe sobre a variante Ômicron até agora

Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a B.1.1.529 como variante de preocupação e escolheu o nome “ômicron”. Com essa classificação, a nova variante foi colocada no mesmo grupo de versões do coronavírus que já causaram impacto na progressão da pandemia: alfa, beta, gama e delta.

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A ômicron tem 50 mutações, sendo mais de 30 na proteína “spike” (a “chave” que o vírus usa para entrar nas células e que é o alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19).

Desde que foi reportada à OMS (Organização Mundial da Saúde) pela África do Sul, em 24 de novembro, a variante Ômicron tem gerado discussões sobre os impactos que poderá ter sobre a eficácia das vacinas. Embora não haja, até o momento, registro de mortes causadas pela nova cepa, ela provoca preocupação em autoridades ao redor do mundo por apresentar um número maior de mutações — o que pode torná-la mais transmissível do que as variantes anteriores.

Veja o que se sabe:

  • Evidências sugerem que ômicron pode facilitar a reinfecção
  • Todos os continentes registraram casos da variante
  • Medidas não farmacológicas (máscara, distanciamento, ambientes ventilados) funcionam contra variantes
  • Não há registro de morte ligada à nova cepa
  • Variante apresenta um “grande número de mutações”, algumas preocupantes
  • Farmacêuticas estão trabalhando em vacinas contra a Covid-19
  • Ômicron é muito transmissível

O que ainda não se sabe:

  • Se a ômicron é mais transmissível que a delta
  • Se a ômicron causa sintomas mais graves e mortes
  • Se a nova variante apresenta resistência à vacinação

No Brasil o Instituto Adolfo Lutz confirmou os dois primeiros resultados positivos para a ômicron no dia 30 de novembro. O sequenciamento genético que apontou a nova versão do coronavírus nos testes de dois passageiros vindos da África do Sul foi feito pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Os laboratórios, nos últimos dias, têm se pronunciado a respeito do que sabem até o momento e de suas expectativas em relação à eventual necessidade de desenvolvimento de vacinas atualizadas. Com testes já em andamento, espera-se que em duas ou três semanas haja resultados que indiquem se será preciso que as vacinas passem por modificações.

Veja o que cada laboratório disse a respeito da variante Ômicron.

Pfizer/BioNTech

A vacina da Pfizer-BioNTech provavelmente oferece proteção contra casos graves da variante Ômicron, de acordo com Ugur Sahin, presidente-executivo da BioNTech.

O CEO afirmou, em entrevista à Reuters, que as vacinas possivelmente não terão a mesma proteção contra casos leves e moderados da Covid-19 causados pela nova variante. Ele acredita, porém, que a eficácia contra a forma grave da doença (em que há necessidade de hospitalização ou tratamento intensivo) deve ser mantida.

Oxford/AstraZeneca

A Universidade de Oxford afirmou que não “há evidências de que as vacinas não possam prevenir casos graves de Covid-19 causados pela Ômicron” e acrescentou que está pronta para desenvolver rapidamente uma versão atualizada da vacina AstraZeneca caso seja necessário.

Moderna

A Moderna pode ter uma dose de reforço contra a Covid-19, visando o combate à variante Ômicron, testada e pronta para solicitar autorização nos EUA em março, disse o presidente da empresa, Stephen Hoge, nesta quarta-feira (1º).

Hoge afirmou acreditar que as doses de reforço transportando genes que visam especificamente mutações na variante Ômicron recém-descoberta seriam a maneira mais rápida de lidar com quaisquer reduções antecipadas na eficácia da vacina que ela possa causar. “Já iniciamos esse programa”, declarou.

A empresa também está trabalhando em uma vacina multivalente que incluiria até quatro variantes diferentes do coronavírus, incluindo a Ômicron. Isso pode levar mais vários meses, de acordo com o executivo.

Sputnik

O imunizante Sputnik, desenvolvido pelo Instituto Gamaleya, provavelmente funciona contra a variante Ômicron, segundo Kirill Dmitriev, chefe do Fundo Russo para Investimento Direto. Ele disse, ainda, que o país estaria pronto para produzir centenas de milhões de doses de reforço, caso necessário.

Embora ainda não tenha aprovação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina está sendo aplicada em alguns países, como a Nicarágua.

Novavax

A Novavax trabalha em uma nova versão da vacina contra a Covid-19, tendo como alvo a variante Ômicron. A farmacêutica afirmou que o imunizante estaria pronto para iniciar os testes nas próximas semanas. A vacina contém proteína spike desenvolvida com base na sequência genética da Ômicron — uma versão da proteína que ativaria o sistema imune sem causar a doença.

A vacina Novavax já recebeu aprovação para uso emergencial na Indonésia e nas Filipinas e pretende solicitar aprovação nos Estados Unidos até o fim do ano. A farmacêutica também pediu aprovação no Canadá e na Agência Europeia de Medicamentos.


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