CEFET-MG cria projeto que simula em computador alternativas medicamentosas para Coronavírus

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Foto: divulgação

A pesquisa do CEFET-MG utiliza bioinformática para identificação de remédios já existentes no combate ao novo coronavírus; modelo poderá ser usado também em outras doenças ainda sem cura, como Alzheimer

O mundo registra mais de cinco milhões de casos confirmados do novo coronavírus (COVID-19). Os números crescem a cada dia, enquanto cientistas de diversos países se esforçam para criar uma vacina eficiente ou terapias medicamentosas, ainda sem resultados comprovados. As pesquisas não se restringem apenas aos laboratórios. # cefet-mg

No CEFET-MG, por exemplo, um projeto de bioinformática utiliza a computação para identificar remédios já utilizados para tratamento de outras doenças, mas que têm potencial no combate ao COVID-19.

Coordenado pelo professor Herbert Raush Fernandes, do Departamento de Computação e Engenharia Civil do campus Varginha, o trabalho Redes de co-expressão gênica e Model Checking para reposicionamento de drogas na COVID-19 foi aprovado no edital de extensão de apoio a ações contra o vírus.

O nome da pesquisa pode parecer complicado, mas o raciocínio é simples. De acordo com o professor, a rede de co-expressão fornece um modelo probabilístico, por meio do qual são estudadas algumas estratégias farmacológicas.

Por exemplo: Qual a probabilidade de reduzir a expressão do gene ACE (um gene que está associado à infecção do vírus) ao utilizar 50mg de remdesivir?”, explica.

Com a evolução dos dados sobre a COVID, por meio de testes em humanos e camundongos, é possível “extrapolar esse modelo probabilístico para um modelo dinâmico, que nos permite avaliar de maneira mais aprofundada a estratégia farmacológica. Exemplo: Utilizar 50mg de remdesivir 1x ao dia por 7 dias ou utilizar 50mg de remdesivir 2x ao dia?”, detalha.

Como tempo é fator fundamental nessa busca, o projeto trabalha com simulação computacional (in silico), que “contribui para reduzir tempo e custos nos experimentos animais, pois as testagens podem ser realizadas antes mesmo da pesquisa laboratorial”, complementa.

Esse tipo de experimento, inclusive, não se restringe apenas ao novo coronavírus, podendo ser utilizado em outras doenças que ainda não têm cura, como o Alzheimer, tema de pesquisa do professor no doutorado em Bioinformática na UFMG.

O projeto de extensão segue até outubro. Até lá, o pesquisador espera a validação científica da rede de co-expressão gênica que está sendo desenvolvida e, ainda, a criação de uma plataforma web para que os resultados para COVID-19 e outras doenças possam ser visualizados por diversos pesquisadores.

Além do professor Herbert, responsável pela iniciativa, também compõem o grupo de trabalho duas alunas do CEFET-MG em Varginha, além de pesquisadores dos Departamento de Computação e Farmacologia da UFMG.

Mais

Leia o artigo “Como a computação tem colaborado para a luta contra a COVID-19”, do professor Herbert Rausch, e descubra mais sobre a construção de redes gênicas.

# cefet-mg coronavírus


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