Após várias altas, cesta básica em Varginha está mais barata

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A diminuição nos preços do tomate e açúcar refinado, bem como a variação mais tênue na maioria dos produtos impactaram no valor da cesta básica em Varginha.

Depois de dois meses de fortes altas, o Índice da Cesta Básica de Varginha (ICB-UNIS), calculado pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis e GEESUL, apresentou queda de -4,49% no mês de maio em comparação com abril.

A diminuição nos preços do tomate e açúcar refinado, bem como a variação mais tênue na maioria dos produtos, explicam este resultado. Porém, ao considerarmos o intervalo de 12 meses entre maio de 2021 e maio de 2022, a cesta básica em Varginha apresentou uma considerável alta de 24,10%. No acumulado deste ano de 2022 a alta atinge 4,98%.

Comparando os preços de maio com o mês de abril, é possível verificar que, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Varginha, 9 tiveram alta nos preços médios: Farinha de trigo, Banana, Feijão carioquinha, Arroz, Batata, Carne bovina, Leite integral, Manteiga e Café em pó. Quatro produtos tiveram queda no seu preço médio: Tomate, Açúcar refinado, Pão francês e Óleo de soja.

A pesquisa é realizada por meio da coleta de preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos, tendo por foco os principais supermercados da cidade e utilizando a metodologia adotada nacionalmente pelo DIEESE.

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A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

Quanto o Varginhense precisa trabalhar para pagar a cesta básica

O valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha é de R$601,18, correspondendo a 53,62% do salário mínimo líquido. O trabalhador varginhense que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 109 horas e 08 minutos no mês para adquirir essa cesta de produtos.

Fatores externos impactam no preço da cesta básica

Os resultados de maio mostram que o comportamento dos preços continua sendo influenciado por fatores como a dinâmica da oferta e das safras, a taxa de câmbio e o conflito na Ucrânia que ainda impacta produtos como o trigo e a soja. No entanto, cabe destacar que a demanda bastante enfraquecida, em razão da inflação ocorrida nos meses anteriores, pode ser um fator de explicação para o aumento mais tênue de alguns produtos e a estabilidade nos preços de outros, mesmo com os seus custos de produção mais altos.

Importante salientar que essa queda no mês de maio não compensa as fortes altas ocorridas em março e abril, sendo assim o valor da cesta ainda continua muito alto e impactando as famílias assalariadas. Ainda é cedo para se afirmar que a previsão do Banco Central, de que o pico da inflação ocorreria em abril, se concretizou. É preciso aguardar os próximos meses para verificar se os preços irão realmente se estabilizar e cair de forma mais consistente. Caso isso não ocorra, se farão necessárias novas ações visando o controle dos preços através das políticas econômicas.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.


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