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O trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 105 horas e 24 minutos durante o mês para adquirir essa cesta de produtos, ou seja, duas semanas e meia para poder se alimentar com o básico.

O Índice da Cesta Básica de Varginha (ICB-UNIS), calculado pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis e pelo GEESUL (Grupo de Estudos Econômicos do Sul de Minas), ficou estável neste início do mês de agosto em comparação com o mesmo período de julho, apresentando variação de – 0,30%.

As altas ocorridas nos preços da manteiga, pão francês e carne bovina foram compensadas pelas quedas da batata, tomate e óleo de soja. Considerando o período de 12 meses, entre agosto de 2021 e agosto de 2022, o valor da cesta básica em Varginha teve alta de 13,89%. No acumulado deste ano de 2022, a alta atinge 1,39%.

Comparando os preços de agosto com o mês anterior, referente aos 13 produtos que fazem parte da cesta básica pesquisada em Varginha, 8 tiveram alta nos preços médios:

Manteiga (+5,73%)
Pão francês (+5,43%)
Carne bovina (+4,09%)
Farinha de trigo (+1,78%)
Banana (+0,93%)
Café em pó (+0,57%)
Arroz (+0,53%)
Açúcar refinado (+0,09%)

Cinco produtos tiveram queda no seu preço médio:
Batata (-21,89%)
Tomate (-19,43%)
Óleo de soja (-11,84%)
Feijão carioquinha (-5,27%)
Leite integral (-0,59%).

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Os dados são levantados por meio da coleta de preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, utilizando para isso a metodologia adotada nacionalmente pelo DIEESE.

Quanto o Varginhense precisa trabalhar para pagar a cesta básica

No início de agosto, o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha é de R$580,62, valor que corresponde a 51,79% do salário mínimo líquido.

O trabalhador de Varginha que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 105 horas e 24 minutos durante o mês para adquirir essa cesta de produtos, ou seja, duas semanas e meia para poder se alimentar com o básico.

A alta acumulada durante o ano supera o reajuste do salário mínimo neste período, influenciando decisivamente no orçamento doméstico e forçando os consumidores a pesquisarem melhores preços e substituírem produtos e marcas

Fatores que impactam no preço da cesta básica

O aumento dos custos de produção, a dinâmica das safras e a demanda externa e interna são os fatores principais a explicar o comportamento dos preços dos produtos componentes da cesta básica neste mês.

O inverno menos rigoroso até o momento tem contribuído decisivamente para a safra dos hortifrutigranjeiros e a queda nos seus preços médios. Após a forte elevação no mês anterior, o leite integral se manteve estável no início de agosto, mas suas altas anteriores ainda impactam os preços dos derivados.

É importante destacar mais uma vez que a queda ocorrida em julho e a estabilidade no valor da cesta básica neste mês de agosto ainda não compensaram as altas ocorridas anteriormente.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

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