Empresário de Varginha é denunciado por tráfico de influência e falsificação

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O empresário de Varginha pode ser condenado a uma pena de 3 a 10 anos de prisão.

O Ministério Público Federal denunciou um empresário de Varginha, pelos crimes de tráfico de influência e falsificação de documento particular. Se condenado, ele estará sujeito a penas que somadas, vão de 3 a 10 anos de prisão. O nome do empresário não foi divulgado.

A denúncia foi feita após as ações da “Operação Ex Fumo”, que culminaram com a desarticulação de uma organização criminosa voltada para a prática de sonegação tributária na produção e comercialização de cigarros.

Um dos investigados da operação fechou um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal, e relatou os crimes cometidos pelo empresário, diretor comercial de uma empresa prestadora de serviços de consultoria a bancos de dados. Os relatos desencadearam uma nova investigação que resultou na “Operação Nome Sujo”, realizada em 2 de abril de 2020. 
 
De acordo com o investigado colaborador, o empresário denunciado se passou por correspondente da empresa gestora da base de dados em Varginha. Com a nova posição passou a oferecer informações sigilosas constantes de sistemas de informações públicos e, também, afirmou ter a capacidade de interceder junto à Polícia Federal para beneficiá-lo durante as investigações.

Para demonstrar seu acesso às informações privilegiadas, o empresário o entregou supostos relatórios demonstrando a quantidade de vezes, dias e horas em que a PF havia efetuado pesquisas no nome do colaborar nos bancos de dados.
 
O homem contou ao MPF que teve contato com o empresário entre maio e setembro de 2016, quando em pelo menos duas oportunidades distintas ele teria recebido R$ 45 mil, em dinheiro vivo, para realizar o monitoramento das consultas feitas pela Polícia Federal nos sistemas da empresa.

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O empresário teria, ainda, prometido ao colaborador a entrega de um dossiê com dados sobre a vida financeira, fiscal e criminal de todas as pessoas que ele tivesse interesse.

Ele disse ainda que teria condições de bloquear a investigação que estava sendo realizada pela Polícia Federal por R$ 150 mil. Este valor seria supostamente usado para pagar os policiais que estariam à frente da operação. O colaborador recusou-se a pagar o valor e o denunciado concordou em reduzi-lo para R$ 50 mil, afirmando que os funcionários público haviam aceitado a diminuição.

Em uma outra tentativa de assegurar credibilidade à informação que estava sendo “vendida”, o empresário varginhense falsificou e enviou ao “cliente” prints de telas de supostas consultas ao sistemas da Polícia Federal. A falsidade dos documentos foi atestada pela PF. A falsificação foi confessada pelo próprio empresário durante interrogatório policial.
 
Todas negociações e conversas entre os dois foram feitas por meio do WhatsApp e identificadas não apenas por meio de cópias oferecidas pelo colaborador, mas através da análise do aparelho celular do denunciado, apreendido com autorização da justiça.

Com informações jornal O Tempo.


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