Greve dos transportadores de combustível segue por tempo indeterminado

gasolina
Governo federal vai prorrogar desoneração de combustíveis por mais 60 dias. Foto ilustrativa

Minas Gerais tem aproximadamente 3.000 transportadores de combustível, mas não há informação sobre quantos deles ficarão parados nos próximos dias. 

A paralisação dos transportadores de combustível, iniciada nesta terça-feira, 7, segue por tempo indeterminado e gera um cenário de incertezas sobre o abastecimento dos postos. Por enquanto a situação não é de corrida aos postos e filas de carros, como aconteceu em outras greves da categoria.

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG), Irani Gomes, mesmo a paralisação da categoria por tempo indeterminado, o profissional que quiser fazer o transporte a partir é livre para isso.

Minas Gerais tem aproximadamente 3.000 transportadores de combustível, mas não há informação sobre quantos deles ficarão parados nos próximos dias. 

Segundo reportagem do jornal O Tempo, os postos de gasolina foram informados que a paralisação durou apenas um dia e que os caminhões-tanque poderiam entrar na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, para manter o abastecimento normalizado.

Em Varginha houve uma carreata com percorreu as ruas da cidade no feriado de 7 de setembro.

Paralisação

A paralisação da categoria retoma a antiga pauta que solicita ao governo estadual uma redução no percentual de ICMS recolhido do litro do diesel. 

“Hoje, temos um ICMS que incide sobre os preços dos combustíveis. O óleo diesel, por exemplo, é um dos mais caros do país. Da região Sudeste, Minas tem o ICMS mais caro”, avaliou Gomes.

O governo de Minas afirmou que está ciente da paralisação e atento às demandas de todas as categorias. Disse ainda que as alíquotas do ICMS dos combustíveis no Estado não passaram por alterações recentemente – a gasolina subiu de 29% para 31% em janeiro de 2018, o etanol de 14% para 16% em janeiro de 2018, enquanto o diesel, de 12% para 15% em janeiro de 2012.

“É importante deixar claro que os últimos reajustes nos valores dos combustíveis não se devem ao ICMS cobrado pelo Estado, mas sim à política de preços adotada pela Petrobras”, afirmou o governo de Minas.

Com informações O Tempo.

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