Sindicatos e centrais sindicais divulgam carta criticando ações do executivo durante a pandemia

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Os sindicatos e centrais sindicais repudiam também o decreto autorizando a volta das aulas presenciais.

Uma carta, protocolada na Prefeitura de Varginha na tarde desta quinta-feira, 11, mostra que sindicatos e centrais sindicais criticam as ações do executivo em meio ao crescimento no número de infectados e mortos por Covid-19 na cidade.

Compartilhada com o Varginha Digital com exclusividade pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais – Sinpro Minas, a carta cita ainda que as entidades repudiam o decreto da Prefeitura de Varginha que permitiu o retorno das aulas presenciais, além do funcionamento de setores na cidade que não são considerados essenciais.

Os representantes das entidades se encontraram na noite de quarta-feira, 10, e a manhã de quinta-feira, 11, para discutir o assunto e chegar ao conteúdo da carta.

Confira a carta na íntegra:

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“Vários sindicatos e centrais sindicais, em consenso, criticam a incoerência e cobram atitude da prefeitura municipal de Varginha por expor trabalhadores/as ao risco da Covid-19 ao permitir que todos os setores da economia funcionem normalmente, sem restrição, colocando em risco a vida da população varginhense. Dessa forma, também repudiam o decreto da prefeitura de Varginha que permitiu o retorno das aulas presenciais do setor privado desde o dia 1º de março e das escolas públicas municipais em abril.

A realidade da pandemia de Covid-19 demonstra que, no momento, o sistema de saúde superlotado em nada possibilita a reabertura das escolas, assim como de setores não essenciais da economia. No entanto, muitas prefeituras e mesmo governadores, acabam sendo pressionados a desrespeitar a vida, para assim cumprir as demandas do capital, do chamado Deus Mercado, que exige sacrificios, ou seja, ganhar dinheiro é preciso, viver não é preciso.

Sabemos que não adianta em nada assegurar o capital com a população morrendo aos milhares diuturnamente. Além disso, a variante da Covid-19 tem ceifado a vida de crianças e adolescentes, isso sem falar das dezenas de mortes de professores/as nas cidades que reabriram as escolas para aulas presenciais.

Hoje, vários cientistas defendem, inclusive, um lockdown nacional, pois nosso país poderá entrar muito em breve em colapso no sistema público de saúde.

De acordo com a matéria do G1, de 07/03/21, o Sul de Minas registra aumento da taxa de ocupação de leitos de UTI na rede pública de saúde pela segunda semana consecutiva. Conforme dados do painel de monitoramento da Secretaria de Estado de Saúde (SES), atualmente, a região tem 69,31% dos leitos de UTI ocupados, sendo que Varginha aparece em terceiro lugar com 79,63% da ocupação de seus leitos de UTI.

A diretora do Sinpro Minas, Mônica Cardoso, aponta a incoerência por parte dos gestores municipais, pois os mesmos apresentam dados diários de aumento significativo de contágio e óbitos pela Covid-19 e, mesmo assim, autorizam a abertura das escolas, o que pode ampliar o número de contágio e, consequentemente, de mortes. Sendo que somente na última semana, em Varginha, foram mais de 350 casos confirmados de contágio e nove óbitos. Contraditoriamente aos dados, o município decreta o retorno às aulas presenciais colocando em risco a vida da comunidade escolar. Além disso, não há, no município e nem na região, leitos suficientes na UTI para atender novos casos.

Mônica também relata que, na noite de 09/03, perdeu um jovem amigo de 23 anos de idade que ficou durante cerca de cinco dias à espera de um leito de UTI e veio a óbito por não conseguir vaga: “não adianta mostrar dados, percentuais, que, na prática fogem à realidade, porque quando precisamos não temos acesso aos leitos de UTI. A morte deste nosso valoroso amigo escancara este triste fato.”

De acordo com o Professor Nelson, presidente do SINPROMAG, “não descartamos levar o caso à Justiça, pois só com o retorno das aulas municipais presencialmente provocará cerca de 50 mil contatos dia e, por outro lado, em torno de 70 por cento das famílias manifestaram a intenção de não mandar seus filhos às aulas presenciais”

“Quantos mais precisarão morrer? Quantas crianças, adolescentes e jovens serão sacrificados com a abertura das escolas?
Quantos trabalhadores, mães e pais de família precisarão chorar a morte de seus entes queridos?” Questiona a presidente do Sinpro Minas e CTB Minas, Valéria Morato, afirmando em nome dos sindicatos e centrais que “exigimos respeito à vida da população Varginhense e atitudes drásticas para conter a COVID em nosso município.”

Sinpro Minas, Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais;
SinproMAG, Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Pública Municipal de Varginha;
Sindute, Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais;
Sinttel, Sindicato dos Trabalhadores em Telefonia;
STIAVAR, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Varginha e região;
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Varginha e Três Pontas;
Sindserva, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Varginha;
Sindicato dos Trabalhadores Em Transportes Rodoviários de Varginha;
Saae Sul MG;
CTB MINAS, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil;
CUT MINAS, Central Única dos Trabalhadores;
FITEE, Federação Interestadual dos Estabelecimentos em Ensino;
FEDETIA MG, Federação Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Minas Gerais;
CONTEE, Confederação Nacional dos Trabalhadores de Estabelecimentos de Ensino.


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