Anvisa aprova as vacinas CoronaVac e AstraZeneca para uso emergencial

Vacina contra a Covid-19
A enfermeira Mônica Calazans, que trabalha na UTI do hospital Emílio Ribas, foi a primeira a receber a vacina contra a Covid-19. Foto: Amanda Perobelli/Reuters
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A enfermeira Mônica Calazans, que trabalha na UTI do hospital Emílio Ribas, foi a primeira a receber a vacina CoronaVac.

Foi aprovado neste domingo, 17, o uso emergencial da CoronaVac —  vacina produzida pelo Instituto Butantan, e da vacina de Oxford/Astrazeneca, que será produzida também pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Na prática, quando os laboratórios forem informados oficialmente (e o Butantan assinar um termo de compromisso sobre a eficácia), a vacinação com os dois imunizantes estará autorizada a começar no Brasil.

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Após a aprovação para uso emergencial, a vacina CoronaVac já foi aplicada na enfermeira Mônica Calazans. Ela trabalha na UTI do hospital Emílio Ribas, de São Paulo e faz parte do grupo de risco da Covid-19, por ser obesa, hipertensa e diabética. Mônica foi voluntária da terceira fase dos testes clínicos da CoronaVac realizados no país e tinha recebido placebo.

O segundo a ser vacinado foi o enfermeiro Wilson Paes de Pádua, de 57 anos, do hospital Vila Penteado, na Zona Norte. A terceira pessoa a ser vacinada no Brasil foi Fabiana Fonseca, médica pediatra do hospital Padre Bento, em Guarulhos.

Também foi vacinada a primeira indígena do país. Vanusa Kaimbé, de 50 anos, é técnica de enfermagem e assistente social, presidente do conselho dos indígenas kaimbe do estado de São Paulo. Ela vive na “aldeia Kaimbé filhos da terra”, em Guarulhos.

O mais velho a ser vacinado neste domingo foi o doutor Almir Ferreira de Andrade, de 79 anos. Ele é diretor da emergência da neurocirurgia do Hospital das Clínicas.

Vacina AstraZeneca

Uma tentativa de trazer 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, fabricadas na Índia, fracassou na sexta-feira, 15. Com um avião fretado pronto para trazer o imunizante, o governo brasileiro esbarrou em uma negativa do governo indiano e ainda aguardava, até o sábado, uma definição sobre a compra.

O ministro Eduardo Pazuello afirmou que estão em curso negociações diplomáticas e que espera que as vacinas cheguem ainda nesta semana.

Campanha de vacinação

Em entrevista coletiva neste domingo, 17, após o anúncio da  aprovação do uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, disse que a imunização no Brasil vai começar na próxima quarta-feira, 20, às 10h, de forma simultânea em todos os estados.

“Se entregarmos tudo até o fim do dia da manhã, damos delay de 24 horas ou um pouco mais para os estados prepararem a logística e começaram a vacinar na quarta-feira pela manhã”, disse Pazuello.


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