A nova proposta do governo não agradou às forças de segurança do Estado, que seguirão paralisadas.
O Governo de Minas anunciou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 11, o reajuste de 10,06% retroativo a janeiro para os servidores da saúde, segurança e educação. Uma proposta anterior no qual o retroativo estava limitado à categoria da educação. Esta proposta foi recusada pelos servidores.
Zema anunciou também que o auxílio-fardamento, que era pago uma vez no ano no valor de R$ 1.800, vai ser pago agora em quatro parcelas, o que totalizaria R$ 7.200.
“Vamos ter de fazer um esforço gigantesco para acomodar essa despesa extra, mas vamos conseguir. Agora, além disso, não é possível”, declarou Zema.
A nova proposta de reajuste salarial anunciada pelo governador Romeu Zema (Novo) no entando, não agradou às forças de segurança do Estado, que seguirão paralisadas.
Para o presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas (Aspra/PMBM), sargento Marco Antônio Bahia, a reestruturação da proposta significa um avanço nas conversas com o Estado, mas a oferta ainda está longe do reivindicado pela corporação.
No entanto, para o presidente da Aspra, a forma como o acréscimo da parcela do auxílio fardamento foi realizada na nova proposta de Zema desagradou aos militares.
“Terem oferecido aumento no auxílio apenas para os militares da ativa é nefasto, porque quebra o pacto de gerações. Isso tem que ficar claro: a quebra da paridade é inegociável e não oferecer o auxílio para os militares da reserva foi o ponto da proposta que mais gerou dor de cabeça”, explica.
Já os policiais penais não receberam bem a proposta do governador. Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de Minas Gerais (Sindppen), Jean Otoni, classificou a oferta do governador como um “escárnio”.
Na tarde desta sexta-feira, lideranças das entidades de segurança pública de Minas se reunirão com deputados ligados à categoria para debater os rumos do movimento e próximos passos da negociação com o governo de Minas. O encontro acontece na sede da Aspra e o aceite à nova oferta do governador não está na pauta.
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