Greve dos caminhoneiros não tem 100% de adesão da categoria

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No Sul de Minas não há indícios de que os caminhoneiros farão greve.

A greve dos caminhoneiros, prevista para esta segunda-feira, 1 de fevereiro, não tem a adesão de 100% da categoria e não consenso entre a categoria. Por isso é difícil confirmar se haverá mesmo paralisação, e se houver, se será maior ou menor que a de maio de 2018.

Na região não há indícios de que os motoristas de caminhão farão greve. O presidente do Sindicado dos Caminhoneiros do Sul de Minas, sediado em Varginha, Sérgio Augusto Viana, disse que tudo indica que não haverá greve. Em entrevista ao Blog do Madeira, ele afirmou que apenas 10 a 20% dos caminhoneiros querem greve. “A maioria sabe das dificuldades do país (em relação a pandemia) e não quer”, disse Viana.

Na quarta-feira, 27, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), fez um apelo para que os caminhoneiros não parem, alegando que “todos vamos perder”. 

De acordo com a Associação Nacional de Transporte do Brasil – ANTB, o principal motivo da greve é a alta do preço do diesel, que teve aumento de 4,4% nas refinarias no final de dezembro e é o principal combustível majoritariamente usado caminhoneiros.

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Outra reivindicação é a revisão no reajuste na Tabela do Piso Mínimo de Frete, realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para o transporte rodoviário de carga. 

Pelas novas regras do reajuste, não entram no cálculo do piso mínimo a margem de lucro do caminhoneiro, custos com pedágios, custos relacionados às movimentações logísticas complementares ao transporte de cargas, despesas de administração, tributos e taxas.

A categoria também cobra pela implementação do Código Identificador de Operação de Transporte (Ciot), conquista da greve de 2018. 

Para resolver essas questões e evitar a greve prevista, os caminhoneiros querem uma reunião com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro –que recebeu o apoio da categoria na última eleição presidencial.

Numa tentativa de frear a greve, o governo incluiu a categoria na lista do grupo de prioridades para tomar as vacinas contra a Covid-19, além disso, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, zerou o Imposto de Importação de pneus para veículos de carga.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que o governo trabalhava na revisão de normas de pesagem de caminhões nas estradas, para reduzir custos dos autônomos do setor.

Quem vai aderir a greve?

A greve dos caminhoneiros foi convocada pela Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), integrante do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC). A ANTB representa cerca de 4.500 caminhoneiros em todo país.

Na última terça-feira, 26, a greve recebeu apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), uma das maiores entidades da categoria no país. A CNTTL possui 800 mil motoristas em sua base e orienta todos a aderirem à paralisação.

Na quarta-feira, 27, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne sindicatos de petroleiros em todo o país, também declarou apoio aos caminhoneiros. Segundo a FUP, este apoio se dará por meio de inúmeras ações e protestos que serão realizados por sindicatos ligados à entidade. 

Por outro lado, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) negou qualquer tipo de apoio à possível paralisação. A nota foi emitida pelo presidente da CNT, Vander Costa, na última quinta-feira (28).

De acordo com o presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, a paralisação poderá ser maior que a realizada em maio de 2018. Na época, a greve teve duração de 10 dias.


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