Investigação mira Copasa por supostos erros em 500 mil contas durante a pandemia

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Cobranças indevidas chegam a R$ 14,3 milhões e são apuradas pela agência reguladora Arsae-MG.

Erros supostamente cometidos pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) podem ter ocasionado aumentos indevidos nas contas de água de mais de 500 mil consumidores durante a pandemia. Os prejuízos gerados ao consumidor são estimados em R$ 14,3 milhões. A suspeita é da Agencia Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG).

Responsável pela fiscalização do abastecimento no estado, o órgão instaurou um processo administrativo nessa quarta-feira (10) para apurar o fato. Confirmadas as irregularidades, a Copasa pode ter que ressarcir os usuários afetados. 

Cobrança por média

De acordo com a Arsae-MG, a investigação foi aberta a partir da análise de mais de seis milhões de faturas emitidas pela Copasa-MG de janeiro a junho de 2020 em todo o estado. A entidade diz ter encontrado inconsistências em 559.847 contas que, juntas, somariam R$ 14,3 milhões em cobranças indevidas. 

O faturamento com valor maior teria sido decorrente do novo método adotado pela Copasa para aferição do consumo durante a pandemia de COVID-19. Para evitar a entrada dos agentes nas casas dos usuários, a companhia passou a calcular o valor da conta a partir da média de consumo da residência nos últimos 12 meses. 

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Com isso, diz a Arsae-MG, houve variações significativas entre o volume faturado e o realmente consumido. Ou seja: o consumidor acabou pagando pela água que não jorrou das torneiras. 

“É importante frisar que durante este processo administrativo, será concedida oportunidade à Copasa-MG para que possa apresentar suas justificativas para as inconsistências e fazer suas contestações aos números encontrados”, ponderou o diretor-geral da Arsae-MG, Antônio Claret. A expectativa é de que a apuração seja concluída ainda no segundo semestre. 

Compensação

Caso fique comprovado que houve erro por parte da Copasa, a agência diz que os clientes terão direito a ressarcimento dos pagamentos indevidos, concedidos através de descontos progressivos nas próximas faturas.

O consumidor poderá, contudo, optar por uma forma alternativa de restituição integral, combinada mediante negociação  individual com a Copasa.

‘Proteção da sociedade’

Procurada pelo Jornal Estado de Minas, a Copasa reforçou que a cobrança por média de consumo, critério que teria ocasionado as inconsistências apontadas pela Arsae-MG, foi adotada como medida de “atendimento às normas de saúde pública durante a pandemia e proteção da sociedade”.

Segundo a companhia, em várias cidades, houve medidas impostas contra a circulação de pessoas, o que teria impedido o aferição do padrão de água pelos leituristas.

A companhia destacou ainda que o cálculo por média já era autorizado pelas normas regulatórias antes da pandemia – em residências com portão fechado, por exemplo. 

A Copasa alegou por fim que, durante toda a epidemia, manteve seus canais abertos para atender reclamações relacionadas aos valores praticados nas contas. 

Confira o texto na íntegra:
A Copasa informa que o período pandêmico, ainda em curso, impediu que nossos leituristas fizessem a aferição de consumo nas residências em quantidade significativa de ligações. Isso se deu em razão de atendermos as normas de saúde pública, para a proteção de toda sociedade. Em várias cidades houve, inclusive, medidas impostas contra a circulação de pessoas.Assim, houve casos de faturas emitidas por média. A Copasa destaca que os critérios de cobrança pela média de consumo, em situações de impedimento de leitura (portão fechado, por exemplo) é autorizado pelas normas regulatórias.No mesmo período, os canais virtuais de atendimento da Copasa responderam todas as reclamações que alegaram excesso de consumo. Dando repostas e explicações diretamente a todos os seus clientes.A Copasa, durante todo este período, está esclarecendo e comunicando a população para desenvolver o hábito do acompanhamento do consumo e realizar a autoleitura. Assim, além de aferir o seu consumo, o cliente pode, inclusive, adotar medidas de uso consciente de água e promover a redução de consumo e, consequentemente, a diminuição do valor de sua conta.A Copasa esclarece que aproximadamente 70% de seus hidrômetros são instalados internamente nas edificações, impedindo, assim, que a leitura seja feita sem o contato com o cliente.

Com informações de Jornal Estado de Minas


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