A melhoria dos indicadores da pandemia em Minas Gerais e ao avanço na vacinação foi fundamental para tornar o uso das máscaras facultativo.
O uso de máscara de proteção em locais abertos deixa de ser obrigatório em Minas Gerais a partir deste sábado, 12 de março. A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, nesta quinta-feira, 10.
A melhoria dos indicadores da pandemia em Minas Gerais e ao avanço na vacinação foi fundamental para tornar o uso das máscaras facultativo. Já em locais fechados, o uso da máscara segue obrigatório até que pelo menos 70% das pessoas com mais de 18 anos estejam vacinadas com a dose de reforço. Atualmente, 45% do público-alvo recebeu a terceira dose.
“Com nosso esquema vacinal de duas doses, reforço em bons índices de cobertura e incidência menor da doença, pode ser feita essa recomendação para locais abertos. Já para locais fechados, acreditamos que o alcance de 70% das pessoas com a dose de reforço é um critério que estimula a vacinação, que é o caminho para a saída da pandemia”, afirmou Baccheretti, em coletiva concedida na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.
Nas cidades a decisão de adotar ou não a orientação da Secretaria Estadual da Saúde -SES cabe às administrações municipais.
Em Varginha a assessoria de imprensa informou que o assunto está sendo avaliando com a equipe Vigilância Sanitária.
Os indicadores de imunização nos municípios vão nortear as medidas a serem seguidas em cada localidade.
Locais abertos – O critério para desobrigação do uso do protetor facial em locais abertos é o município ter atingido pelo menos 80% do esquema vacinal completo (duas doses ou dose única) da população com mais de cinco anos de idade, e também ter aplicado a dose de reforço em mais de 40% das pessoas com idade acima de 18 anos.
Locais fechados – Para locais fechados, os indicadores são 80% da vacinação completa e mais de 70% da dose de reforço.
A ampliação da cobertura de doses de reforço é considerada peça-chave para a diminuição de casos graves e de mortes.
“O reforço foi fundamental para diminuir a gravidade de pessoas que adoeceram. A circulação do vírus também deve diminuir. Estamos alcançando o menor patamar de novos casos desde o início da pandemia. A solicitação de internações continua caindo e também estamos observando uma redução do número de óbitos”, afirmou.
Uso da máscara
De acordo o secretário, a desobrigação não é um desestímulo ao uso da máscara. Aqueles que são mais vulneráveis ou estão com sintomas gripais não devem se sentir constrangidos para continuar usando a máscara. “Ela continua sendo muito importante para proteger um ao outro”, disse.
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