Minas tem 33 casos de varíola de macaco confirmados

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Varginha chegou a ter um caso de varíola de macaco investigado, mas foi descartado.

Minas Gerais já confirmou 33 casos da varíola dos macacos. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), um dos pacientes um deles está em acompanhamento hospitalar, devido necessidade clínica. Todos os outros pacientes estão estáveis e alguns ainda cumprem isolamento até o término do período previsto.

Os doentes são todos do sexo masculino, com idades entre 22 em 48 anos. A SES-MG, informou ainda que monitora todos os pacientes e que somente Belo Horizonte apresenta transmissão comunitária.

A capital tem o maior número de casos, com 28 confirmados. Os demais municípios são Governador Valadares (2), Sete Lagoas (2) e Mariana (1). Outros 48 casos foram descartados e  43 ainda estão em investigação. Segundo a SES-MG, todos suspeitos são encaminhados para exames laboratoriais, feitos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).

Sintomas da varíola dos macacos

 Os sintomas são semelhantes, em menor escala, aos observados em pacientes antigos de varíola: febre, dor de cabeça, dores musculares e dorsais durante os primeiros cinco dias. Depois, aparecem erupções – no rosto, palmas das mãos e solas dos pés -, lesões, pústulas e finalmente crostas.

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Como se proteger e evitar o contágio

De acordo com a Anvisa,  o uso de máscaras, o distanciamento e a higienização das mãos são formas de evitar o contágio pela varíola dos macacos. A agência reforçou a adoção dessas medidas, frisando que elas também servem para proteger contra a Covid-19.

“Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a covid-19, mas também contra outras doenças”, disse a agência.

Vacina

Nas décadas de 1960 e 1970 no Brasil, uma campanha nacional que resultou na erradicação da varíola. Por conta disso, as vacinas contra a doença pararam de ser produzidas em grande escala.

Entre os imunizantes existentes hoje, a Jynneos (produzida pela Bavarian Nordic), é considerada a mais segura e moderna pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o imunizantese mostrou 85% eficaz na prevenção da varíola dos macacos. Ele não está disponível no Brasil.

Há estudos científicos em andamento no mundo para avaliar a viabilidade e adequação da vacinação para a prevenção e controle da varíola dos macacos, segundo a OMS.

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