MS anuncia contrato para aquisição de doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19

Vacina contra covid-19
A Coronavac é uma uma das vacinas contra a Covid-19. Foto REUTERS/Thomas Peter/Direitos Reservados

46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 em quatro entregas até o dia 30 de abril.

O Instituto Butantan e o Ministério da Saúde – MS, assinaram contrato para o fornecimento de 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 em quatro entregas até o dia 30 de abril. Há ainda a possibilidade de o órgão federal adquirir do instituto outras 54 milhões de doses, totalizando 100 milhões.

O contrato também prevê que Ministério da Saúde terá direito de exclusividade na aquisição de doses da vacina, podendo autorizar, em caráter excepcional a comercialização para terceiros.

“Hoje assinamos com o Butantan. Assinado. Menos de 24h depois da medida provisória, nós assinamos um contrato para entrega das primeiras 46 milhões de doses até abril e de mais 54 milhões no decorrer do ano, indo a 100 milhões de doses”, disse o ministro General Eduardo Pazuello.

A medida provisória citada pelo ministro foi editada na quarta-feira, 6 de janeiro, e permite a contratação de vacinas antes do registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A perspectiva é que sejam disponibilizadas em 2021 até 354 milhões de doses. Este total deve ser formado por dois milhões de doses importadas da Astrazeneca da Índia, 10,4 milhões produzidas pela Fiocruz até mês de julho, 110 milhões fabricadas no Brasil pela Fiocruz a partir de agosto, 42,5 milhões do mecanismo Covax Facility (provavelmente da Astrazeneca) e as 100 milhões da Coronavac oriundas do contrato com o Instituto Butantan.

Vacinação

O Brasil tem três cenários de início da vacinação, de acordo com o Ministro da Saúde. O processo poderia começar em 20 de janeiro se os laboratórios conseguirem da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização em caráter emergencial.

Neste caso estariam disponíveis oito milhões de doses. A imunização ocorreria com as vacinas que estivessem disponíveis, sejam elas as do Instituto Butantan ou as importadas da Astrazeneca da Índia.

A segunda possibilidade é começar a vacinação entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro. A terceira opção seria entre 10 de fevereiro e início de março. A estimativa é que os dois produtores nacionais, Butantan e Fundação Oswaldo Cruz, cheguem ainda neste ano à capacidade de fabricação de 30 milhões de doses por mês.

O ministro contou que a equipe do órgão continua negociando com a Pfizer, farmacêutica que já teve vacinas compradas por outros países. Contudo, argumentou que a empresa apresentou exigências mal recebidas pelo MS, como a desresponsabilização por qualquer efeito colateral, a designação dos Estados Unidos como foro para resolver eventuais ações decorrentes de problemas como este e obrigação de o Brasil fornecer o material para diluir o imunizante.

“Não paramos de negociar com a Pfizer. E o que queremos? Que ela nos dê o tratamento compatível com o nosso país, que ela amenize essas cláusulas. Não podemos assinar desta forma. Ela ofereceu 500 mil em janeiro, 500 mil em fevereiro e 2 milhões em março, 2 milhões em abril, 2 milhões em maio e 2 milhões em junho. Pensem se isso resolve o problema do Brasil. Toda a vacina oferecida pela Pfizer no primeiro semestre vacina a metade da população do Rio de Janeiro”, esclareceu o ministro.

Eficácia da vacina

O Instituto Butantan anunciou que a eficácia da Coronavac é de 78% para evitar casos leves e de 100% para casos moderados e graves. Esse percentual, segundo o governo, se refere aos estudos feitos no Brasil, que foram realizados com profissionais da área da saúde, mais expostos ao vírus.

Na prática, se uma vacina tem 78% de eficácia, significa que 78% das pessoas que tomam o imunizante ficam protegidas contra a doença. A taxa mínima recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 50%.


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