Mulher que afirmou que caixões eram enterrados com pedras e madeira se apresenta à Polícia Civil em Jacutinga

Caixões
Foto: vídeo da autora

A mulher fez um vídeo com pedido de desculpas.

Valdete Pereira Zanco, autora de um vídeo fake sobre supostos caixões enterrados com pedras e madeira dentro em Belo Horizonte, se apresentou à Polícia Civil em Jacutinga nesta terça-feira, 5, para prestar depoimento.

As imagens tiveram grande repercussão nas redes sociais e também na imprensa. Muitas pessoas usaram o vídeo para questionar as medidas adotadas pela prefeitura da capital mineira para conter o avanço do novo coronavírus, como o fechamento do comércio e a manutenção do distanciamento social e até mesmo o alcance e a letalidade da doença, que já mantou mais de 7 mil pessoas no Brasil.

Em entrevista coletiva na segunda-feira, 4, o Delegado-Geral Wagner Sales ressaltou que a PCMG realiza o combate chamadas as “fake news” e alerta que essa conduta pode trazer consequências nas esferas criminal e cível.

“As pessoas devem ter a consciência na hora de produzir ou propagar qualquer tipo de informação nas redes social. As atitudes na chamada “vida virtual” também tem consequências na “vida real”, podendo responder por crimes de injúria, calúnia ou outros mais graves. Inclusive, a denunciação caluniosa como esse caso”, ressaltou.

O Delegado ainda explicou em que consiste o crime de denunciação caluniosa. “Esse crime caracteriza-se por levar autoridades a instaurar procedimento investigatório contra alguém, sabendo que esse alguém não é o culpado, sem qualquer lastro probatório daquilo que está sendo falado. No vídeo ela cita autoridades públicas, as quais estariam desmontando total desrespeito a sociedade e sobretudo aos familiares das vitimas da covid-19,” disse.

O que diz a autora do vídeo

De acordo com o advogado de Valdete, Alexsander Pereira, o vídeo foi registrado em um grupo de família, e acabou disseminado pelo WhatsApp sem seu consentimento.

“Ela havia visto no Facebook um fato ocorrido em Belo Horizonte no qual caixões com pedras e pedaços de madeira haviam sido desenterrados. Na data da gravação do vídeo, no interior da loja onde trabalha, ela recebeu um cliente que coincidentemente fez os mesmos comentários, o que a fez julgar o ocorrido como verdade”, explica Ribeiro, em nota divulgada no fim da tarde desta terça-feira, 5.

Valdete teria visto no Facebook a informação de que os caixões haviam sido desenterrados e que dentro deles foram encontradas pedras e pedaços de madeira. Ela recebeu um cliente na loja em que trabalha que coincidentemente fez os mesmos comentários, o que a fez julgar o ocorrido como verdade.

Veja o vídeo completo:

O advogado divulgou uma nota oficial sobre o assunto, veja abaixo:

“Venho à público esclarecer a respeito do vídeo gravado pela minha cliente Valdete Zanco e que repercute nas redes sociais. Ela havia visto na rede social denominada Facebook um fato ocorrido no Município de Belo Horizonte/MG, do qual caixões haviam sido desenterrados e localizado em seu interior, pedras e pedaços de madeira. Na data da gravação, no interior da loja onde trabalha, ela recebeu um cliente que coincidentemente fez os mesmos comentários, o que a fez julgar o ocorrido como verdade.

Quero deixar claro que o vídeo foi postado unicamente em um grupo de WhatsApp de família, tanto que início o vídeo chama a atenção de um certo Hernandes, sendo este irmão da minha cliente. Com o vazamento do vídeo do grupo de família, ele chegou a ser compartilhado em um canal de Youtube, colaborando assim pela propagação. Desconhecemos a forma como o vídeo ganhou notoriedade nas redes sociais e nos demais veículos de comunicação.

Valdete reconhece humildemente o erro e pede perdão ao Município de Belo Horizonte e seu Ilustre Prefeito e a todos quantos foram atingidos negativamente por este equívoco que cometeu . Gostaria ainda de frisar que minha cliente já se apresentou na Delegacia de Polícia Civil da cidade de Jacutinga/MG na data de 04/05/2020, onde fora lavrada a ocorrência, e deixado registrado o incidente, contribuindo com a justiça e para que essa seja promovida. 
Me coloco à disposição, Dr. Alexsander Ribeiro – OAB/SP 343.210.”

Ela pediu desculpas em um outro vídeo, confira abaixo:

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