Entreolhares: Atriz varginhense é protagonista em filme de diretor de cinema premiado

atriz varginhense Marina Azze Entreolhoares

Entreolhares filme de Ivann Willig estreia no Festival de Cinema de Inhapim. O filme tem como protagonista a atriz varginhense Marina Azze. 

O filme Entreolhares do renomado diretor Ivann Willig tem como protagonista da trama a atriz Varginhense Marina Azze.

Nos anos 1960, uma jovem com necessidades visuais, precisa enxergar a vida sob novas perspectivas. Uma história romântica, cercada de muito drama e com final surpreendente.

Almejamos trazer em pauta a importância da acessibilidade para os que lidam com necessidades visuais e a urgência de doações de órgãos para tantos necessitados de transplantes. Os anos 60, foram os primeiros anos em transplante de córneas e até hoje, é uma grande dificuldade encontrar doadores. Um assunto muito sério que merece ser falado com amor.” Relata o Diretor.

Entreolhares é um média-metragem que poderia ser  longa. O filme traz efeitos visuais fantásticos. Uma direção de arte impecável numa fotografia deslumbrante.

Ivann Willig conseguiu reunir os melhores profissionais do mercado cinematográfico para contar uma história emocionante que impressiona. Vemos os personagens em figurinos estupendos, vivendo seus dramas, numa casa totalmente redonda, cercada de olhos, no topo das Montanhas Capixabas. Conhecido como “Ninho da águia”  construída por Olavo Gomes Bossois. O lugar é mágico, parece ter sido construído pro filme.

Escrevi este roteiro a anos atrás. Pensava que teria que construir um cenário para conseguir realiza-lo. De repente, durante um festival de cinema no ES, recebi um panfleto de um curso realizado em casas com uma arquitetura muito parecida. Enlouqueci. Saí eu e Marina por meses procurando pelo arquiteto nas montanhas capixabas. Conhecemos Olavo, sua família. A casa estava alugada por Antônio Augusto Magalhães. Os dois foram maravilhosos e nos receberam de prontidão. E lá estava nosso local. Exatamente como escrevi anos antes. Tudo arredondado, afastado e minimalista. Precisava filmar logo. Um ano depois, estava com uma equipe maravilhosa, desenhando na telona nossa história.

A atriz varginhense Marina Azze no filme Entreolhares

Ivann Willig é diretor conhecidíssimo, traz no currículo 41 prêmios, conquistados mundo a fora por seus filmes. Trouxe para Entreolhares um roteiro que te aprisiona, vivido por atores consagrados. Marina Azze atriz que faz a personagem com necessidades visuais, já conquistou 35 prêmios em Festivais de Cinema. Seu marido, Sandro, é interpretado por Daniel Satti, rostinho muito conhecido na TV. Ele acaba de viver Donato Camargo em Salve-se Quem Puder, novela das 19 da Globo, fez outras várias novelas e muito cinema. O filme também conta com a participação de Tuna Dwek. Atriz com mais de 50 filmes no currículo. Tuna é diva do teatro brasileiro, atriz premiadíssima que faz dobradinha com o diretor Ivann Willig em vários filmes dele.

Conheci o Ivann em um Festival de Cinema. Apaixonei no trabalho, na pessoa maravilhosa que é. Via as atrizes e atores pulando em cima dele em vários festivais querendo trabalhar. Vi o carinho como ele tratava e se direcionava a seu elenco. Eu ficava admirada. E repetia pra mim mesmo, mentalmente ‘Ainda vou trabalhar com ele’. De repente, noutro festival me chega o Ivann com uma Rosa e o roteiro em mãos, me convidando. Derreti em lágrimas! Ao ler o roteiro, era uma personagem forte, com necessidades visuais. Que me pedia muito estudo e coragem. Emagreci quilos porque queria trazer a Maria um misto de leveza e sofrimento, fiz aula de bengala, braile, passei meses convivendo com pessoas maravilhosas com necessidades visuais. Fui a médicos, especialistas. E resolvi que me entregaria totalmente nas mãos do Ivann. Ele me disse que não contaria quem seria meu par romântico. Que eu descobriria nas filmagens. Mas já sabia que teria Tuna Dwek ao meu lado. Eu sempre sonhei com esse momento. Via ela brilhando nas telonas, queria tanto poder senti-la de perto. Viver isso totalmente entregue. Sem saber quem seria meu par romântico, tive a ideia de descobri-lo de olhos fechados, numa cena de amor. E assim, senti pela primeira vez meu Sandro, o ator Daniel Satti. Descobri seus olhos, só depois de nossa primeira cena. Mas, nossos corpos se ligaram. O cheiro, o toque, os 5 sentidos afloraram. Senti imenso respeito e carinho e tive a certeza de que ser atriz é melhor que sonhar ser.” Descreve a atriz Marina Azze.

Marina Azze

Foi uma honra poder dar vida ao Sandro, um personagem cuja construção, acho que posso chamá-lo de “o homem do amor”. Outro privilégio foi o de ser conduzido pelo nosso premiadíssimo diretor e roteirista Ivann Willig, com precisão e maestria, sabendo exatamente o que quer e como quer, tudo sempre com muita generosidade e carinho, criando e recebendo propostas que facilitassem o nosso caminho no trabalho. A alegria de estar emoldurado por duas atrizes que me orgulho pela qualidade do desempenho e mãos dadas a mim na hora de contracenar e trocar a respeito do filme e da vida. Marina é a descoberta linda de brilho e grandiosidade de amor e respeito pelo que faz. E Tuna, atriz por quem tenho enorme admiração e inspiração, muito obrigado por tudo que faz por mim, ensinamentos, orientações, papos, inclusive a indicação iluminada e abençoada, sem a qual eu não estaria nessa obra. Minha “madrinha”, como gosto de me referir a ela. Mais um privilégio foi o de estar envolvido com uma equipe que trabalha com e por amor. Pessoas comprometidas a darem o seu melhor. Concluindo, essas são as sensações nesse momento, emoção, gratidão e realização.” Relata o ator Daniel Satti. 

A gente sempre ouve falar de atores fetiche, que são aqueles atores com que os diretores sempre gostam de trabalhar. E a nossa parceria, indissolúvel, surgiu do acaso e do trabalho. Do acaso pq o Ivann estava no mesmo festival que eu, no LABRFF, quando ganhei o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme ‘A Grande Vitória’ do Stefano Capuzzi. Então ele me conheceu no palco, recebendo o prêmio do Juri. Surgiu deste acaso e do reconhecimento de um trabalho. Eu não o conhecia. Nos reencontramos na Globo, quando eu fui fazer a novela ‘I love Paraísopolis’ e ele era o caracterizador do elenco. E ele me convidou para fazer um curta. Eu, sem ler o roteiro disse sim! Porque nós já tínhamos descoberto pontos em comum, um amor pelo cinema profundo, o tipo de cinema que queríamos fazer era o mesmo, Ivann sabe muito de linguagem cinematográfica e ele não tem hierarquia no tratamento de pessoas.  Trata todos de uma mesma maneira. Não existe pra ele papel pequeno, papel grande. Ele tem delicadeza, respeito pelo ator que raramente eu vi. Então seja lá qual filme eu fizer com ele, eu sempre terei um lugar de importância, eu sempre terei um significado no filme dele. Nada é gratuito no trabalho dele. Aí falei: “Todo filme que ele fizer eu quero fazer” e assim seguimos juntos. Quando eu soube que filmaria Entreolhares, eu disse: ‘Ivann lembra que eu disse, todo filme seu, eu quero estar’.- Ele disse que era no ES. Eu disse não importa, irei. E quis o destino, lugar em que eu havia sido homenageada, onde a Marina azze havia ganhado prêmio de Melhor Atriz, que eu sentisse a mesma harmonia. Com elenco, diretor de fotografia, técnico de som. O Ivann faz isso. Ele cria toda uma harmonia no set. Porque ele respeita cada um. Que prazer! Só não tive mais prazer, porque congelei de frio naquelas montanhas (brinca a atriz). Lá eu vi como nossa união é forte. Não importa onde, frio, calor, lugar. Ivann e eu é uma união eterna. E o resultado, é que o filme acaba de ficar pronto e já é selecionado pra um grande festival. Tudo reflexo do talento do Ivann que sempre se preocupou em falar de Relações Humanas. Tantos prêmios conquistados vem da integridade do cinema do Ivann. E é com isso que eu quero trabalhar. Com cineastas que se preocupam com o outro. Eu sempre brincava com a Marina Azze, ah eu quero trabalhar com você. Graças ao Ivann, estamos juntas. Ao lado de Daniel Satti amigo de longas datas. Quando Ivann reune uma equipe ele reúne profissionais competentíssimos e amigos. E amigos fazem tudo pelo outro. Unidos pelo grande amor pelo cinema!”  Encanta a atriz Tuna Dwek a diva do Cinema Nacional. 

A primeira inscrição em festival foi no Inhapim Cine Festival. E entre mais de 400 filmes, lá vai a equipe de malas prontas para o Leste Mineiro. Pra quem está curioso e quer assistir, o filme passará um período por festivais. É preciso ficar de olho no Instagram do filme 

Fonte: Divulgação Entreolhares

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1 COMENTÁRIO

  1. Meu vizinho e amigo Fernandinho que tem deficiência visual a ajudou a entender o dia a dia de quem tem tais problemas principalmente o caso dele que perdeu após um acidente de carro e ao passar dos tempos mesmo com tratamentos veio a perder totalmente a visão, porém é um exemplo , pois toca instrumentos musicais, domina o uso de celulares e computadores, faz seus afazeres , sai de casa e se formou advogado, realmente temos que cobrar das autoridades e fazer nossa parte para que tais pessoas tenham melhor acessibilidade , para que pra nós é simples como desviar de um galho de árvore , de uma lixeira , grade de janela na altura do rosto, mas para eles pode se transformar em um grave acidente , parabéns pelo filme !

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