Pesca ilegal no Rio Verde
A pesca ilegal no Rio Verde foi denunciada pelo Coletivo Rio Verde Vivo. Foto: Coletivo Rio Verde Vivo.
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A denúncia de irregularidades que vem acontecendo no reservatório e entorno da PCH Boa Vista 2, localizada no rio Verde em Varginha.

O Coletivo Rio Verde VIVO divulgou nota fazendo a denúncia de irregularidades que vem acontecendo no reservatório e entorno da PCH Boa Vista 2, localizada no rio Verde em Varginha.

De acordo com o coletivo entre as irregularidades estão o uso de equipamentos e técnicas de pesca proibidos na instrução normativa do IBAMA número 26 do ano de 2009, sendo eles: rede, tarrafa, espinhel, pesca de batida, lambada, batição e “rela”. Além de não ocorrer o respeito às distâncias de pesca acima e abaixo da barragem.

Ainda segundo com o coletivo, está sendo realizada a pesca predatória na escadaria de transposição de peixes da PCH, onde a tela de proteção foi rompida e os peixes que ficam na escadaria são capturados em momento de vulnerabilidade usando artefatos como redes e tarrafas.

Já no acesso ao emissário da ETE São José da COPASA, que descarta resíduo abaixo da barragem, o portão de segurança foi rompido, as cercas de proteção foram furtadas e há animais como cavalos mantidos naquela região.

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Os pescadores estariam entrando pela porteira para pescar logo abaixo da barragem, ponto esse que não é permitido a pesca e não há nenhum sinalização informando a proibição. Nesta região sem considerar a insalubridade, uma vez que boa parte do esgoto de Varginha é descartado neste braço morto do rio Verde.

A pescaria também acontece no braço onde deságua o ribeirão São José, onde diversos curimbas vem sendo fisgados de maneira irregular e levados em grande quantidades por pescadores ilegais. A noite , eles usam canoas par chegar até o braço oposto ao da ETE São José, e colocam redes com o auxílio de lanternas.

Outro ponto levantado pelo coletivo é que alguns moradores de ranchos no loteamento localizado a próximos à Fazenda Estrela estão se deslocando de canoa até pontos do reservatório e praticando arrastão nos peixes que ficam presos em grotas próximas às margens, além de estarem construindo tablados e cercados em territórios de áreas de preservação permanente adquiridos pela CPFL Energia.

“Outra gravíssima inconformidade é a falta de arborização nas margens do reservatório. Sabemos dos desafios e das perdas que ocorrem devido ao vandalismo, porém este fator é previsto nos processos de licenciamento e devem ser retomados imediatamente. A APP está desprotegida e a cada dia o solo se encontra mais deteriorado”, diz o coletivo rio Verde VIVO na nota.

A equipe do Varginha Digital tentou contato com a CPFL Energia, mas não conseguiu nos canais de atendimento da empresa. Nossa equipe também fez contato com a assessoria de imprensa da Copasa e não teve retorno.

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