Mesmo com o curto prazo para ser planejado, o Esquenta da Virada Varginha 2018 mobilizou cerca de mil pessoas nas atividades e atrações que rolaram no último sábado (9).

Com a mudança da data do grande festival para agosto devido à instabilidade generalizada da semana retrasada, as poucas ações se concentraram na Praça da Mina, ao longo da antiga Linha Férrea e em frente ao Cine Rio Branco, e desta forma contribuíram para que muitos redescobrissem uma nova relação cidadã com a cidade.

Desde às 8 horas da manhã, apesar do frio, 50 varginhenses participaram da já tradicional Yoga na Praça da Mina, uma prática oferecida pela Casa do Sol Yoga e Massagem e que contemplou tanto iniciantes quanto experientes na técnica.

Yoga na Praça da Mina

Já às 9h30 um grupo formado por idosos, pais e filhos, animais de estimação e ciclistas realizaram uma caminhada cujo intuito é foi a redescoberta coletiva da antiga linha férrea como uma espetacular via não-motorizada que cruza toda a cidade de norte a sul. O trajeto empreendido foi de cerca de três quilômetros no sentido norte desde a Estação até a Minasul e retorno à Estação. Muitas ideias e reflexões foram compartilhadas durante a experiência e os participantes receberam em primeira mão algumas informações do que rolará na região durante o festival em agosto.

Público em frente ao Cine Rio Branco conferindo os shows do Esquenta da Virada Varginha 2018

Às 11h teve início as apresentações musicais em frente ao Cine Rio Branco, em meio ao enorme movimento do comércio de sábado no centro de Varginha. O show de abertura ficou por conta do músico Homill Jr. e na sequência, já com a praça lotada, entrou ao palco montado embaixo da marquise, a Sissibonaflá. A banda foi a mesma que durante a Virada Varginha 2017 tocou no hall de entrada do cinema após o inesquecível mutirão de limpeza.

Banda Sissibonaflá

Paralelo à música, uma oficina de produção de plaquinhas mobilizou uma parcela relevante do público. Foram elaboradas cerca de 50 sinalizações coloridas que irão compor a rota de 9 quilômetros da via, auxiliando aos que desejarem participar da experiência.

Voluntários do Virada Varginha fazem placas de sinalização
Voluntários do Virada Varginha fazem placas de sinalização

Na terceira edição em agosto, o festival de cidadania concentrará as produções próprias ao longo da antiga linha férrea, uma via plana de cerca de nove quilômetros de extensão que cruza toda a cidade desde a Vila Paiva no norte até o Damasco no extremo sul, às margens do rio Verde. O intuito das atividades e atrações na região será o de sensibilizar a população, o empresariado e as esferas governamentais para a elaboração de um inovador diagnóstico popular contendo múltiplas visões de futuros desejáveis para o espaço.

O desejo pela revitalização gradativa vem sendo sonhada para ser planejada e executada de maneira colaborativa. Milhares de imóveis localizados em bairros no entorno da potencial futura via não-motorizada potencialmente terão uma alta valorização com esse processo. Desde 2015, a Virada Varginha desenvolve uma série de ações que contribuem para que a população volte seus olhos para o local.

A Virada Varginha 2018 é mobilizada pela Muda de Ideia e Sakey Comunicação, alinhada com o Fórum Varginha 2050. O festival conta com uma parceria estratégica com o Sebrae e é viabilizada, até o momento, pela Pedreira Santo Antônio e Grupo Unis, contando com o apoio da RN, Moinho Sul Mineiro e AFAS.

Para mais informações, acesse: www.viradavarginha.com.br ou ainda, os perfis nas mídias sociais Facebook e Instagram.

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