Motoristas fazem filas nos postos de combustíveis de Varginha

Posto na rua Plínio Salgado
Postos ficaram lotados nesta segunda-feira, 31. Foto: Manoel Bueno Domingueti

O temor da falta de combustíveis gerada por uma possível paralisação dos caminhoneiros lotou os postos.

As manifestações dos caminhoneiros, que bloquearam várias estradas em todo Brasil, inclusive em Varginha, criaram temor nos motoristas, que fizeram filas nos postos de combustíveis no fim da tarde desta segunda-feira, 31 de janeiro.

O medo é que os bloqueios cresçam e se tornem greve por tempo indeterminado, prejudicando o fornecimento dos combustíveis nos postos.

O presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas e Bens do Estado de Minas Gerais (Fetac-MG), Antônio Vander Silva Reis, afirmou que as manifestações não têm ligação com os caminhoneiros autônomos. O presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustível e Derivados do Petróleo de Minas Gerais (Sindtanque-MG), Irani Gomes, informou que não está liderando o movimento pelas estradas do Estado. No entanto, oferece apoio a luta, demonstrando respeito a paralisação. 

Wallace Jardim, mais conhecido como Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e líder da greve de 2018, descartou a possibilidade de crescimento dos bloqueios e os atribuiu à direita radical.

“Eu não acredito que este movimento vai prosperar. Em 2018 nós tínhamos uma pauta em comum e agora temos um país dividido”, diz Chorão. “Uma parte muito pequena dos transportadores autônomos está em alguns bloqueios. Uma parcela afirma que pertence à reserva dos militares e está parada na Dutra, pedindo intervenção militar e a queda do Supremo Tribunal Federal”, disse ele em entrevista a Revista Veja.

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