Sindicato dos professores pede adiamento das aulas presenciais em Varginha

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Se não for feito o adiamento das aulas presenciais, os professores podem fazer greve sanitária.

As aulas presenciais, no formato híbrido, ou seja, parte da turma na sala de aula e parte da turma online, está prevista para começar no dia 2 de março em Varginha. Mas os professores estão muito apreensivos com este retorno, afinal, estes profissionais ainda não foram vacinados contra a Covid.

Por isso o Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Pública Municipal de Varginha – SINPROMAG – solicitou à Secretária Municipal de Educação, Profa. Dra. Gleicione Aparecida Dias Bagne De Souza, o adiamento em 60 dias para o retorno presencial.

De acordo com o presidente do Sindicato, o professor Nelson Pereira Andrade, as escolas não estão prontas para esse passo. “Precisamos preparar melhor esse retorno. Por exemplo, na escola onde faço parte da direção, Escola Municipal São José, somos 1250 alunos e 100 profissionais, isso só dentro da escola, agora imagina os profissionais que fazem transporte de alunos e as famílias, é muita exposição no momento que a doença (Covid-19) está matando mais e está contaminando mais”, explica Andrade. Ressaltando que 30% dos funcionários da Escola São José são do grupo de risco.

O pedido de prorrogação é para que os profissionais de educação também possam ser vacinados antes do início das aulas presenciais. A secretária de educação se comprometeu a avaliar o pedido feito em reunião com os membros do SINPROMAG.

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Paralelo ao pedido junto a Secretaria de Educação – Seduc, a diretoria da SINPROMAG enviará à Câmara de Vereadores um ofício esclarecendo e solicitando apoio para o adiamento das aulas presenciais, para que seja lido durante a reunião dos vereadores. Os educadores farão ainda na quarta-feira, 24, uma manifestação online durante a sessão da Câmara, transmitida pela internet.

Caso a SEDUC mantenha o retorno presencial para o dia 2 de março, o sindicato irá recorrer à justiça, pedindo um mandado de segurança, denunciando para a Procuradoria do Trabalho, para eles conferirem in loco as dificuldades e o não preparo das escolas.

“A categoria não descarta uma “greve sanitária”, ou seja, nós vamos continuar o trabalho que estamos fazendo desde o início de fevereiro, que são as aulas remotas. As famílias estão contentes, elas também não querem mandar os alunos para a escola nesse momento. Essa é uma possibilidade que a categoria está começando a discutir”, ressalta Nelson.

Segundo o SINPROMAG, a rede municipal de Varginha conta com aproximadamente 11 mil alunos e 1 mil profissionais da educação. Este volume geraria cerca de 50 mil contatos diretos, que seriam potenciais transmissores do coronavírus.

O sindicato aguarda resposta da Secretaria Municipal de Educação para executar as ações citadas na matéria.


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