Varginha tem queda nos casos notificados de dengue

Dengue
Foto ilustrativa

Os dados sobre os casos de dengue divulgados são do mês de janeiro de 2020.

Dados divulgados pela Prefeitura de Varginha mostram que o número de casos de dengue notificados caíram. Em janeiro, até agora, foram notificados 18 casos, sendo 1 confirmado. Em janeiro de 2019 foram 71 casos, ou seja, uma queda de 29%.

Se compararmos o trabalho de combate a dengue nos últimos cinco anos vemos que a queda é ainda maior. Veja o gráfico abaixo:

Recentemente Varginha foi classificada como risco médio de infestação do mosquito Aédes aegypti pelo Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa

O primeiro LIRAa de 2020, realizado nos dias 6, 7 e 8 de janeiro, mostrou que foram encontrados 119 focos do mosquito, contra 30 focos encontrados no levantamento realizado em outubro de 2019.

Nos imóveis visitados pelos Agentes de Combate às Endemias, além do tratamento e eliminação dos focos, são recolhidos exemplares das larvas encontradas, que segue junto a formulário próprio contendo endereço, tipo de depósito e quantidade de larvas sendo encaminhadas ao laboratório do setor onde se faz a contagem e a identificação das mesmas.

Os bairros com maior número de depósitos com focos foram o Jardim Sion, Cruzeiro do Sul, Mont Serrat, Parque Rinaldi e Parque Boa Vista. Os recipientes mais comuns com focos foram baldes (captação de água de chuva), ralinhos e pneus.

“É importante destacar que o Setor de Vigilância Ambiental, em conjunto com outras Secretarias do Município, vem realizando diversas ações tais como Mutirão de Limpeza, colocação de tampas em caixas d’agua de residências abandonadas ou de pessoas carentes, intensificando vistorias nos bairros com maior número de focos encontrados no LIRAa entre outros”, explicou José Donizete de Souza, encarregado do Setor de Vigilância Ambiental.

Cuidados continuam durante as férias

Muitas famílias aproveitam o período de férias para viajar ou se ausentar por longos períodos de casa. Diante disso, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) reforça sobre os cuidados com a saúde e proteção contra às infecções causadas por vírus transmitidos pelo Aedes aegypti e que podem causar a dengue, chikungunya e zika.

A coordenadora do programa estadual das Doenças Transmitidas pelo Aedes, da SES, Carolina Amaral, lembra que as doenças não são transmitidas de pessoa a pessoa. A contaminação se dá pela picada do mosquito do gênero Aedes infectado pelos arbovírus (dengue, zika ou chikungunya).

“Para evitar o acometimento destas arboviroses alguns cuidados são essenciais e proporcionam proteção contra a picada, como o uso individual de repelentes domésticos em aerossol, espiral ou vaporizador, roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos. Para quem dorme durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos, os mosquiteiros também podem ser utilizados para auxiliar na proteção. Em caso do surgimento de algum sintoma, a orientação é procurar ajuda médica”, ressalta.

Focos do mosquito

Além dos cuidados com a saúde, não se pode esquecer também de evitar focos do mosquito.

“Os cuidados devem ser permanentes. Portanto, cheque sempre se as calhas estão limpas, verifique se a caixa d’água está bem tampada, limpe a bandeja coletora de água do ar-condicionado e geladeira, tampe os ralos e abaixe as tampas de vasos sanitários, limpe periodicamente as vasilhas dos bichos de estimação, coloque areia nos pratos de plantas, mantenha a piscina tratada e devidamente tampada, recolha e acondicione o lixo do quintal e deixe as lixeiras bem tampadas, entre outros”, orienta.

As doenças

A dengue, zika e chikungunya são infecções causadas por vírus transmitidos pelo Aedes aegypti. Embora tenham sintomas parecidos, elas apresentam algumas caraterísticas que podem ajudar a diferenciá-las.

A dengue é uma doença infecciosa febril e dura em torno de dez dias. Os sintomas são febre acima de 38°C (com duração de quatro a sete dias), dor de cabeça e no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos. Pode provocar também falta de apetite e mal-estar.

Já a chikungunya é uma doença causada por um vírus do gênero Alphavirus transmitida por insetos do gênero Aedes. A infecção provoca febre alta (duração de dois a três dias), dor de cabeça, dores articulares intensas e dores musculares, manchas na pele (podendo surgir entre o 2º e 5º dia), olhos vermelhos e coceira. O período médio de incubação da doença é de três a sete dias (podendo variar de um a 12 dias). Não existe tratamento específico, nem vacina disponível para prevenir a infecção por esse vírus.

A infecção pelo zika vírus provoca febre moderada (duração de um a dois dias), dor de cabeça, dores articulares e musculares, manchas na pele (surgem no 1° ou 2º dia) e olhos vermelhos.

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