Cemig faz operação simultânea antigatos em Minas Gerais

As ações antigatos feitas pela equipe da Cemig acontecem simultaneamente em todas as regiões do estado. 

A expectativa da Cemig é realizar, durante os dois dias, 400 inspeções por suspeita de fraudes e ligações clandestinas e 5.200 cortes por inadimplência.

Cerca de 150 profissionais da Cemig participam, nesta segunda e terça-feira (23 e 24/4) de uma grande operação antigatos.

No Sul de Minas serão realizadas 11 inspeções, concentradas na cidade de Nova Resende.   Só no ano passado  foram realizadas 3.467 inspeções no Sul de Minas, sendo que em 1.178 foram encontradas irregularidades, cerca de 34% de acerto.

As ligações irregulares e clandestinas, popularmente conhecidas como gatos, geram prejuízo anual de aproximadamente R$ 300 milhões à companhia.

Além de criminosas, as ligações irregulares e clandestinas são extremamente perigosas. Acidentes por causa dos “gatos” são a segunda maior causa de mortes com eletricidade no Brasil, atrás apenas de acidentes fatais na construção civil e manutenção predial.

De acordo com Armando Fernandes Rocha, engenheiro de planejamento energético da Cemig, a tarifa dos consumidores mineiros poderia ser até 5% mais barata se não houvesse ligações irregulares e clandestinas na área de concessão da Cemig. Por isso, a companhia investe em operações e possui, ainda, um centro de inteligência que acompanha o consumo em tempo real de todos os seus clientes.

“Acompanhamos o consumo dos mais de 8 milhões de clientes e, além de fazer a rotina diária de inspeções através dessas avaliações de consumo, fazemos inspeções rotineiras e mutirões em todo o estado. Temos encontrado muitas irregularidades e, ao corrigi-las, conseguimos preservar a receita da companhia”, destaca o engenheiro.

Ligação irregular é crime

O “gato” é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e prevê multas e pena de um a oito anos de reclusão, além da obrigação de ressarcimento de toda a energia furtada e não faturada em até 36 meses, de forma retroativa. Por isso, confirmada a a irregularidade pela Cemig, o titular da unidade consumidora pode responder criminalmente.

“Além da sobrecarga na rede elétrica, as ligações irregulares podem causar graves acidentes, danos aos equipamentos elétricos e queda na qualidade da energia, devido às constantes interrupções no sistema elétrico provocadas pelo consumo irregular. Vale lembrar, ainda, que várias ocorrências de rompimento de fios e queima de transformadores são registradas devido a essa prática criminosa”, finaliza Armando Rocha.

A população pode denunciar irregularidades pelo telefone 116. O risco de acidentes decorre da falta de padronização e de proteção adequada das ligações ilegais, que muitas vezes deixam os cabos de energia expostos.

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