A justificativa é que a verba das instituições federais será aplicada em creches e na educação básica.
O governo federal anunciou recentemente o bloqueio de 30% da verba destinada às universidades e institutos federais. A justificativa é que a verba será aplicada em creches e na educação básica.
A redução poderá prejudicar o pagamento de despesas básicas, como água, luz e aquisição de materiais de escritório.
Outra preocupação é que afete o pagamento de bolsas de estudos aos alunos e os atendimentos prestados à população, por meio de hospitais e clínicas.
De acordo com os reitores dos institutos federais, este não foi o primeiro corte. Os recursos para investimentos têm sido reduzidos desde 2013.
Na região o Cefet, a Universide Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL) e o Instituto Federal do Sul de Minas foram impactados com a medida. Entenda:
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – Cefet
De acordo com a reitoria do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet), os cortes serão de 35,4%, ao em todo de R$ 16 milhões. Isso afetará diretamente os serviços e funcionários terceirizados.
“Acreditamos na reversão dessa medida, que inviabiliza a oferta educacional em curto prazo, bem como compromete o futuro da Educação Pública no Brasil em longo prazo”, diz a nota divulgada no site da instituição.
Universidade Federal de Lavras (UFLA)
A assessoria de imprensa da Ufla divulgou nota afirmando que perdeu de mais de R$ 16 milhões, o que equivale a 26% do orçamento de 2019.
O corte de verbas impactará o fornecimento de materiais para aulas práticas nos mais de 250 laboratórios da instituição.
Também será prejudicado o pagamento de bolsas a estudantes, além da manutenção de duas fazendas. Nestes locais são realizadas pesquisa e extensão, em suporte à pós-graduação.
Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG)
A Reitoria da UNIFAL-MG afirma que o corte de 30% do orçamento de 2019, algo em torno de R$ 11 milhões, provocou a demissão de tercerizados.
Além dissso foram reduzidas as bolsas e auxílios aos estudantes em vulnerabilidade socioeconômica. O atendimento gratuito para a população nas clínicas de odontologia, fisioterapia e especialidades médicas também será afetado.
Instituto Federal do Sul de Minas
No caso do Instituto Federal do Sul de Minas foram retidos R$ 16,2 milhões de seu orçamento. O corte vai comprometer o funcionamento de seus oito câmpus.
Além disso, a manutenção dos alojamentos de estudantes e a alimentação dos alunos estão em risco.
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