Segunda fase da Operação Êxodo 23 é realizada em Varginha e Elói Mendes. Um dos mandados tem como alvo em servidor na Delegacia Regional da Polícia Civil.
O Ministério Público de Minas Gerais deflagrou a segunda fase da Operação Êxodo 23, que investiga crimes como corrupção e falsidade ideológica no Departamento de Trânsito. Policiais cumpriram cinco mandados de prisão preventiva e dois de busca apreensão em Varginha e Elói Mendes (MG) nesta sexta-feira (13).
Um dos alvos é um servidor da Delegacia Regional da Polícia Civil. Os alvos, segundo o MP, têm ligação com uma organização criminosa nas duas cidades. Entre os envolvidos, há policiais civis, servidores do Departamento de Trânsito e despachantes.
As investigações apontaram crimes como corrupção, falsidade ideológica e usurpação de função pública. A segunda fase da operação acontece após uma nova denúncia, que cita mais de 90 crimes praticados, além de outras cinco que já tinham sido apresentados.
Êxodo
O Ministério Público identificou pagamento de propina nos serviços prestados no Departamento de Trânsito de Varginha. Os valores eram pagos para favorecimento em investigações relacionadas a desmanches de veículos, retirada de anotações de sinistros, vistorias falsas e autorização de emplacamentos fora do ambiente da delegacia de trânsito.
Na primeira fase, realizada em dezembro de 2019, 16 pessoas foram presas entre servidores, investigadores e até um delegado de trânsito em Varginha e Elói Mendes. Delas, sete conseguiram habeas corpus para deixar a prisão essa semana. Com isso, o número chega a nove de pessoas que saíram da prisão.
De acordo com o Ministério Público, o grupo estaria dividido em três núcleos:
- receptadores: que compravam carros em leilões de seguradoras e depois adquiriam carros roubados para retirar as peças e montar um carro novo.
- agentes públicos: recebiam vantagens indevidas para fazer vistorias e retirar do sistema do Detran as informações dos sinistros dos veículos comprados nos leilões.
- despachantes: eram os responsáveis por toda a documentação e por dividir o dinheiro da propina.
Com informações do site G1 Sul de Minas
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