Polícia Civil concluiu inquérito de psicóloga encontrada morta 

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A psicóloga foi encontrada morta porta-malas de seu próprio carro.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito policial que investigou a morte de uma psicóloga, de 37 anos, encontrada no porta-malas de seu próprio carro, em Pouso Alegre, no dia 22 de agosto de 2021. De acordo com as informações, as provas e os fatos apurados levaram à conclusão que ela tirou a própria vida.

O corpo da psicóloga, foi encontrado pelo marido. Ela estava com as mãos amarradas, de forma frouxa e simples. A perícia não identificou evidência de violência, e a chave do carro estava junto ao corpo. A casa também não apresentava indicativos de arrombamento nem faltava qualquer objeto.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bartoli, os sinais mostraram que a psicóloga teria tentado simular outra situação que explicasse sua morte. “Ela buscou despistar o marido e amigos com informações, como um passeio de bicicleta que faria e que estava na rua e havia sido assediada por estranhos. Os levantamentos comprovaram que ela não havia saído de casa”, esclarece.

Os registros de chegada e localização do marido foram confirmados por câmeras de segurança do bairro, radar da rodovia e pela localização do celular. Além disso, a PCMG apurou que a mulher havia desmarcado um paciente que atenderia naquela semana, dizendo que iria para Bauru, em São Paulo, no fim de semana, viagem que não fez.

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As apurações, conduzidas pela Delegacia de Homicídios em Pouso Alegre, indicam que, nos registros de mensagens enviadas ao marido, ela informava a satisfação por ter estacionado o carro de ré pela primeira vez, e estava saindo para pedalar com uma bicicleta emprestada tipo speed para a cidade de Borda da Mata.

“De acordo com as conclusões obtidas pela Polícia Civil, as mentiras contadas foram para criar álibi e evitar que o marido questionasse a bicicleta dela, da modalidade mountain bike, em casa, mesmo ela dizendo que sairia para pedalar”, revela Bartoli.

A PCMG também analisou os cadernos, anotações e agendas da mulher. O material foi encontrado na casa dela, e o conteúdo pode apontar para claros indícios de depressão. “Por fim, o laudo de necropsia comprovou ausência de lesão ou sinal, até mesmo de perfuração de agulha, e os laudos complementares encontraram 14,6 dg/l de álcool e um medicamento barbitúrico, com propriedades sedativas e anticonvulsivantes, que atua diretamente no sistema nervoso central”, complementa o delegado.

Em janeiro do mesmo ano, a vítima havia tentado tirar a própria vida, de acordo com registros médicos, mas foi encontrada a tempo pelo marido. O inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público e arquivado pela Justiça.


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