Queda da vacinação infantil em Minas: Unicef emite alerta

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A queda da vacinação pode levar a surtos e à volta de doenças erradicadas em diversos países.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou um alerta nos últimos dias sobre a queda da vacinação infantil em Minas Gerais. De acordo com a organização a queda já tinha sido percebida antes da pandemia, maso confinamento agravou a situação.

Os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde mostram que a cobertura de tríplice viral caiu de 97% em 2019 para 79,8% no ano passado. Já a de poliomielite foi de 88,5% para 73,8% em dois anos. Ambas as coberturas vacinais também caíram no Brasil durante o período.

Segundo a Unicef, a interrupção de alguns serviços da saúde e o medo das pessoas de se contaminarem durante a pandemia “deixaram inúmeras crianças sem acesso à imunização”. 

O que mais preocupa e que bolsões de comunidades não imunizadas podem levar a surtos e à volta de doenças erradicadas em diversos países.

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E não é só em Minas Gerais que a queda na vacinação de crianças é percebida. No Brasil, a vacinação de rotina para crianças menores de 5 anos vinha sofrendo quedas desde 2015.

Vacinação em Varginha

Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe e o Sarampo que desde o início de abril tem cobertura vacinal muito ruim em Varginha.

Quanto à influenza (gripe) a meta é vacinar 90% de cada grupo prioritário, explica a Secretaria Municipal de Saúde – SEMUS, mas até o início dessa semana 20,6% das crianças haviam sido vacinadas; os trabalhadores de saúde são os que mais buscaram a dose, 54,8%; idosos 36,2% somente; gestantes 8,6% vacinados e professores 4,8%.

O coordenador da Vigilância em Saúde, médico infectologista Luiz Carlos Coelho alerta que em relação à campanha de vacinação contra a gripe precisamos avançar mais. “Precisamos muito da adesão principalmente desses grupos prioritários para que a gente consiga cumprir a meta de cobertura vacinal e no inverno não tenhamos muitos casos de síndrome respiratória aguda grave pela influenza”.

Ao mesmo tempo vem sendo feito um chamamento para a vacinação contra o sarampo, doença que foi reintroduzida em 2019 no Brasil que pode ser letal, pode ser grave e a meta é vacinar 95% dos grupos prioritários.

“Em relação a dois grupos prioritários de vacinação contra o sarampo, até segunda-feira tínhamos 30,6% das crianças e 46,6% dos trabalhadores da saúde vacinados”, revela o médico infectologista.

“Fica o alerta para doenças graves, possíveis de serem prevenidas através da vacinação e que merecem a atenção de todos”, conclui Dr. Luiz Carlos.

Veja também:

Campanha de vacinação contra Gripe e Sarampo continua em Varginha

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