Reservatórios das hidrelétricas da Cemig estão em estado crítico

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Quatro dos sete principais reservatórios da estatal estão com o volume útil de água abaixo de 50% e o nível de dois reservatórios são preocupantes.

Os reservatórios das hidrelétricas da Cemig estão em estado crítico. Quatro dos sete principais reservatórios da estatal estão com o volume útil de água abaixo de 50% e o nível de dois reservatórios são preocupantes. É o caso da hidrelétrica de Nova Ponte, no Alto Paranaíba, que está com 13,32% de armazenamento, e da usina Emborcação, em Araguari, no Triângulo Mineiro, que está com 14,55%.

“No momento a situação mais preocupante está restrita aos reservatórios de Nova Ponte e Emborcação, que tem perspectivas de atingimento de armazenamentos mínimos recordes neste ano. Nos demais reservatórios, a situação atual é similar a já vivenciada em anos anteriores e não são esperados maiores problemas quanto à gestão do uso múltiplo dos reservatórios”, diz Ivan Sérgio Carneiro, gerente de Planejamento Energético da Cemig.

Volumes inferiores a estes foram registrados em dezembro de 2020, quando os reservatórios atingiram os valores mínimos de 7,58% em Emborcação, e 9,99% em Nova Ponte.

Mas o que preocupa é que estamos distante do fim do período seco.  “Desta forma, é esperado que os níveis de ambos os reservatórios continuem em queda até o início da próxima estação chuvosa”, afirma Carneiro.

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Para poupar o esvaziamento dos volumes destes dois reservatórios, a Cemig informou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é o responsável pela coordenação de sua operação e da definição, em conjunto com a empresa, do montante de energia a ser gerada diariamente. “O ONS, junto aos demais órgãos de gestão de recursos hídricos, tem estudado diversas alternativas para o controle do esvaziamento de ambos os reservatórios, buscando flexibilizar restrições hidráulicas e elétricas, aumentar a oferta de energia de outras fontes do sistema, dentre outras ações”, disse em nota.

Diante do cenário de escassez hídrica, a Cemig disse que o principal papel da companhia na gestão destes reservatórios tem sido identificar os principais impactos da operação do reservatório em níveis reduzidos e alertar aos demais usuários do potencial impacto associado. 

“O uso múltiplo das águas dos reservatórios envolve diversas atividades, como abastecimento público, irrigação, pesca e aquicultura, entre outros. Não é possível precisar quantas pessoas estão associadas a estas atividades nos reservatórios da Cemig, mas os principais riscos e usuários associados ainda estão sendo mapeados, dado que ainda não foram atingidos os mínimos armazenamentos esperados”, explica.

Esses reservatórios da Cemig compõem o conjunto de reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste – considerados a principal caixa d’água do setor elétrico brasileiro – que atualmente estão com apenas 25,74% de sua capacidade de armazenamento de energia, segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS).


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