UNIFAL recruta voluntários para tratamento de recessão gengival

UNIFAL-MG recruta voluntários para estudo odontológico sobre tratamento de recessão gengival; serão selecionados e acompanhados 60 pacientes.

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Pesquisadoras da Faculdade de Odontologia (FO) da UNIFAL-MG iniciam um novo estudo para o tratamento de pacientes com recessão gengival, problema que pode ser observado quando há diminuição do tamanho da gengiva e o aumento dos dentes, os quais ficam mais expostos quando ocorre o deslocamento da margem da gengiva em direção à sua raiz. Serão selecionados 60 voluntários para acompanhamento.

A pesquisa objetiva comparar duas técnicas cirúrgicas para o tratamento de recessões gengivais nos dentes da parte inferior da frente e avaliar a eficácia da aplicação de um gel composto de chá verde e ácido hialurônico na cicatrização do céu da boca após a remoção do enxerto gengival.

Segundo a pesquisadora Suzane Cristina Pigossi, professora da Faculdade de Odontologia e orientadora do estudo, a recessão gengival é um problema comum que acomete muitos pacientes. “Diversos tipos de técnicas cirúrgicas são propostas e todas elas são eficazes. Diante da alta procura por esse tipo de tratamento na UNIFAL-MG, optamos por realizar essa pesquisa para avaliar o desempenho de duas técnicas cirúrgicas para o tratamento desse tipo de problema. Dessa forma, conseguiremos atender a demanda da população realizando um tratamento de alta qualidade e também obter dados clínicos que irão contribuir para a literatura mundial sobre o assunto”, argumenta.

Os voluntários passarão por uma seleção, cujo sorteio indicará o grupo específico para participação de cada paciente: o grupo teste ou grupo controle. “Caso o participante faça parte do grupo teste, uma parte do tecido do céu da boca, chamada de enxerto gengival, com cerca de 1 cm, será removida e colocada embaixo da gengiva do dente com a recessão gengival”, explica, acrescentando que neste grupo, o enxerto ficará coberto pela gengiva.

No caso de o paciente participar do grupo controle, será avaliada uma técnica cirúrgica em que uma parte do enxerto gengival, também com cerca de 1 cm, é removida do céu da boca e colocada em cima do dente que tem a raiz exposta. “O enxerto não será coberto por gengiva e ficará protegido com um cimento cirúrgico, que é um material macio apropriado para proteger o enxerto durante a cicatrização”, esclarece. “Ambas as técnicas são eficazes e utilizadas para o tratamento das recessões gengivais e serão realizadas por um cirurgião experiente”, acrescenta.

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Para tratar da ferida no céu da boca, a professora Suzane Pigossi afirma que, independente do grupo de tratamento, todos os todos os participantes receberão uma placa de proteção que irá cobrir todo o céu da boca, a qual deverá ser utilizada nos primeiros sete dias após a cirurgia. Se o participante fizer parte do grupo teste, ele deverá também aplicar um gel de chá verde e ácido hialurônico fornecido pelos pesquisadores na ferida do céu da boca.

Caso o participante faça parte do grupo controle, nenhum tratamento local adicional será realizado na ferida do céu da boca. O participante deverá retornar para acompanhamento clínico e fotográfico após 3, 7, 15 e 30 dias, 3, 6 e 12 meses”, detalha.

Conforme a pesquisadora, nessas consultas de acompanhamento serão feitas medidas da gengiva e fotos dos dentes operados e do céu da boca dos participantes. Os resultados do estudo serão divulgados em congressos e artigos científicos publicados em revistas nacionais e/ou internacionais.

Como participar da pesquisa

Para participar da pesquisa, os voluntários devem ter idade entre 18 e 60 anos e apresentarem exposição de raiz em ou mais um dos dentes na região anterior à mandíbula (dentes de frente e de baixo). Além disso, os pacientes não devem ter doença sistêmica que contraindique cirurgia.

Não poderão participar gestantes, pacientes que fumam ou fazem uso de outros tipos de drogas, pacientes que não aceitarem realizar os acompanhamentos ou pacientes submetidos ao tratamento periodontal ou que fizeram uso de medicamentos nos últimos seis meses.Para participar da pesquisa, os voluntários devem ter idade entre 18 e 60 anos e apresentarem exposição de raiz em ou mais um dos dentes na região anterior à mandíbula (dentes de frente e de baixo). Além disso, os pacientes não devem ter doença sistêmica que contraindique cirurgia.

Interessados deverão entrar em contato para agendamento de avaliação pelo WhatsApp: (35) 99879-4153.

A pesquisa será desenvolvida na Clínica de Periodontia da UNIFAL-MG à Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700 – Centro – Alfenas-MG.

folder tratamento dentário Unifal

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