Zema faz anúncio sobre acordo com Cemig e Copasa

romeu zema
Foto: Omar Freire-Imprensa MG

A medida de Zema é uma das adotadas pelo estado para o enfrentamento do novo coronavírus.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou nesta segunda-feira (23) que conseguiu que clientes com tarifa social nas contas de energia e de água não tenham o fornecimento cortado por inadimplência. A medida é uma das anunciadas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. As informações foram dadas em uma entrevista coletiva virtual (veja entrevista na íntegra no fim desta reportagem).

O pior inimigo é aquele que a gente não vê. Ninguém que está vivo hoje nunca viveu uma situação como esta. Temos que acreditar nos profissionais de saúde que têm alertado incessantemente sobre os perigos“, disse o governador sobre o coronavírus.

Zema explicou que conseguiu, com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e com a Companhia de Saneamento (Copasa) que clientes inadimplentes, desde que incluídos na categoria de tarifa social, possam dividir suas dívidas em até seis meses, sem juros.

Conta de água e saneamento

Aqueles clientes da Copasa que já receberam o comunicado de desligamento entre 20 de fevereiro e 20 de março não terão o fornecimento suspenso e poderão pagar sua dívida até 20 de abril. Já as contas que vencem até abril poderão ser pagas, também sem juros e multa, até o dia 20 de maio.

Conta de energia

A mesma medida de não cortar o fornecimento de clientes da tarifa social inadimplentes também foi adotada pela Cemig. Além disso, as contas em atraso poderão ser pagas em parcelamento em até seis vezes.

O parcelamento de contas da Cemig também vale para hospitais públicos, filantrópicos e ainda micro-empresas.

Para as cidades que são abastecidas por outras operadoras de energia, o governador pediu que tais empresas tomem a mesma medida da Cemig.

Gás

Romeu Zema detalhou ainda que a Companhia de Gás de Minas Gerais vai dar 5% de desconto para clientes do gás industrial e 5,9% para clientes de gás veicular, como taxistas e motoristas por aplicativo. O governador acredita que a medida possa dar um alívio nas despesas desses profissionais.

R$ 50 milhões para a saúde

O governador ainda anunciou que determinou o deslocamento de R$ 50 milhões do orçamento do estado para a Secretaria de Saúde. A intenção é que a pasta possa fazer uma reestruturação de leitos e, caso a crise sanitária provocada pelo Covid-19 se agrave, o estado terá mais condições de acolher os doentes.

O dinheiro também deverá ser usado para compra de equipamentos.

Ajuda de empresários

O governador disse ainda que empresários já anunciaram doação de dinheiro para o estado combater o avanço da doença e tratar os doentes. Segundo Zema, o pedido para esses empresários é que eles comprem equipamentos que possam ser usados, já que a compra pelo governo é feita de forma mais burocrática.

Fechamento das divisas do estado

Questionado sobre o fechamento das fronteiras de Minas Gerais, o governador disse que a medida foi anunciada na sexta-feira (20) e começou a ser adotada nesta segunda-feira (23).

Rodoviárias tanto administradas pelo estado quanto por prefeituras, já não estão permitindo a saída de ônibus de passageiros para outros estados. Ônibus que chegam, ainda são recebidos, mas não podem mais deixar o estado. Zema acredita que o fechamento total das divisas do estado aconteça, no máximo, até quarta-feira (25).

Sobre o transporte de cargas, o governador afirmou que este serviço não terá fronteiras fechadas porque tal medida pode causar desabastecimento de alimentos e de remédios.

Além disso, Zema pediu que o comércio de apoio aos caminhoneiros, como oficinas mecânicas e restaurantes, não fechem. Porque o atendimento a esses profissionais é fundamental para o funcionamento da sociedade.

Fechamento de municípios

Perguntado sobre o fechamento das divisas já adotado por alguns municípios, o governador disse que considera a medida extremada e desnecessária.

Zema disse que não é necessário impedir que uma pessoa vá a uma cidade vizinha resolver um problema ou para um compromisso inadiável, como um velório, por exemplo.

Outro exemplo foi os municípios que têm centros de distribuição de produtos, que também são fundamentais para que a sociedade mineira continue a receber produtos de primeira necessidade.

Ainda sobre os municípios, o governador pediu que os prefeitos façam acordos com, por exemplo, consultórios odontológicos para que esses emprestem equipamentos de proteção individual (EPI), como máscaras e luvas, para que estes materiais não faltem no atendimento destinado ao coronavírus.

Renúncia fiscal para micro-empresas

Sobre a possibilidade de conceder renúncia fiscal a micro-empresas durante a crise, Zema disse que o governo federal já anunciou que as empresas inscritas no programa Simples, da Receita Federal, terão tratamento diferenciado.

Sobre impostos estaduais, o governador disse que ele e outros governadores estão avaliando uma medida conjunta.

Além disso, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) já disponibilizou uma linha de crédito de R$ 500 milhões para ajudar empresas de saúde e outro montante igual pode ser disponibilizado para demais empresas.

Hospitais de campanha

O governador voltou a afirmar que o estado estuda fazer de vários locais hospitais de campanha. Um deles é o Expominas, na Região Oeste de Belo Horizonte. A confirmação deve ser feita ainda nesta semana.

Dengue

Sobre o enfrentamento da dengue, o secretário de Saúde de Minas, Carlos Eduardo Amaral Ferreira, disse que todo o aparelho que é destinado todo ano para o combate da doença continua inalterado neste ano, mesmo com a pandemia do coronavírus. E alguns hospitais de campanha que serão montados podem ser destinado à hidratação de pacientes com dengue, caso haja necessidade.

Mas, o secretário afirmou que os dados de contaminação por dengue no estado ainda é menor do que o verificado no ano passado.

Pedidos do governador

Ao fim da entrevista, Romeu Zema pediu que médicos especialistas em áreas que não estão diretamente ligadas ao coronavírus, como ginecologistas, cardiologistas, por exemplo, estudem o protocolo do Covid-19 porque eles podem ser chamados para o atendimento em um futuro próximo.

O governador ainda pediu que gestores de hospitais particulares suspendam as cirurgias eletivas, ou seja, as que não são de urgência, para que os leitos estejam liberados para o atendimento do coronavírus e que o uso dos EPI seja concentrado para coronavírus e casos de urgência.

Zema encerrou a entrevista dizendo que a população seja consciente do perigo.

Veja a entrevista na íntegra

Posted by Romeu Zema on Monday, March 23, 2020

Com informações do site G1

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