Número de mulheres no regime MEI mais que dobra em cinco anos

Levantamento do Sebrae Minas mostrou que o número de mulheres saltou de 1,3 milhão, em 2013, para 3 milhões, em 2018, um aumento de 124%.

De acordo com os dados da Receita Federal, até fevereiro deste ano, dos 6.389.621 MEI no país, 48% eram mulheres. O Rio de Janeiro é o estado em que elas são a maioria (51%). Já em Alagoas e Ceará, as empreendedoras representam a metade dos formalizados. Em Minas Gerais, dos mais de 736 mil formalizados, 47% eram mulheres, cerca de 347 mil empreendedoras em todo o estado.

Em relação às Micro e Pequenas Empresas (MPE), o levantamento, feito com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostrou que dos mais de 8 milhões de demitidos pelas MPE em 2017, 39,8% eram mulheres. Os setores de serviços e comércio foram responsáveis por mais da metade dos desligamentos das trabalhadoras (2,9 milhões).

Já em relação às contratações, em 2017 as MPE admitiram 4,3 milhões de mulheres, cerca de 39,3% dos contratados no período. Dessas, aproximadamente 47% tinham o ensino médio completo.

Em Minas Gerais, as MPE também contrataram mais mulheres do que demitiram. Foram 411.626 admissões contra 403.089 desligamentos, o que resultou em um saldo de 8.537 empregos no ano passado.

Salário

Apesar da expressiva participação das mulheres no mercado de trabalho, os valores dos salários continuam discrepantes. O ganho médio das contratadas em 2017 era de R$ 1.281,87, R$ 150,03 a menos que os homens.

Já entre as demitidas, que tinham um salário médio de R$ 1.380,73, a diferença salarial chegava a R$ 179,13. O maior contraste foi entre as mulheres demitidas que tinham o ensino superior completo. Elas chegavam a ganhar R$ 1.161,39 a menos que os homens na mesma situação.

Em Minas Gerais, a diferença salarial é ainda maior. As mulheres admitidas ganhavam R$ 163,75 a menos que os homens. Já entre as demitidas, o salário era R$ 180,95 menor que dos homens.

 

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