UNIFAL implanta cotas em cursos de mestrado e doutorado

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A política de contas para os cursos de mestrado e doutorado está de acordo com as políticas e valores adotados pela UNIFAL.

A UNIFAL-MG anunciou a implantação de cotas em cursos de mestrado e doutorado para atender pessoas negras (pretas e pardas), indígenas, quilombolas, refugiadas, ciganas, com deficiência, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, e para pessoas trans (transgêneros, transexuais e travestis).

“É uma questão de justiça!”, ressaltou o reitor da UNIFAL-MG, Prof. Sandro Amadeu Cerveira, sobre a aprovação de cotas em cursos de mestrado e doutorado.

“Na medida que nós temos um processo estrutural histórico de exclusão e de afastamento de um grupo de pessoas de um determinado processo, quando você cria políticas afirmativas que fazem o esforço para corrigir essa distorção histórica, nós estamos aumentando a justiça em um campo, nesse caso, no campo da pesquisa e da ciência”, explicou o professor Sandro Amadeu Cerveira.

A iniciativa, conforme a resolução, está de acordo com as políticas e valores adotados pela Universidade, como diversidade e pluralidade, equidade, inclusão social e a participação democrática. E, também, com a Missão da UNIFAL-MG de “promover a formação plena do ser humano, gerando, sistematizando e difundindo o conhecimento, comprometendo-se com a excelência no ensino, na pesquisa e na extensão, com base nos princípios da reflexão crítica, da ética, da liberdade de expressão, da solidariedade, da justiça, da inclusão social, da democracia, da inovação e da sustentabilidade”.

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Outro fator destacado na resolução é a possibilidade dos programas de pós-graduação da UNIFAL-MG serem beneficiados, academicamente, com o aumento da diversidade étnica e cultural do corpo discente e com a ampliação da inserção social. Esse aspecto atende às diretrizes das diferentes áreas de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e traz grandes vantagens para a produção científica no país com a inserção de investigações de diferentes perspectivas e a partir de novos olhares. “Isso contribui para que o processo científico não seja enviesado e empobrecido, por estar refém de uma única perspectiva, seja de gênero, seja de cor, seja social ou étnica”, enfatizou o reitor.

Conforme a docente, a implantação de políticas afirmativas na pós-graduação contempla também a permanência do estudante, com a concessão de bolsas. “Este tipo de ação, que associa a cota para entrada e a ação para permanência é a mais próxima do ideal, pois na verdade, a entrada sem considerar a dificuldade para a permanência, pode tornar uma ação importante, ineficiente”, reforça.

Em relação à permanência, a política de cotas da UNIFAL-MG prevê a disponibilidade de bolsa para o pós-graduando cotista e acesso aos auxílios para alimentação, permanência e creche ao estudante em vulnerabilidade social, conforme o orçamento disponível no Programa de Assistência Prioritária da Pós-Graduação.

A iniciativa também contempla a ações para permanência de estudantes mulheres como direito ao afastamento das atividades acadêmicas por maternidade e adoção, sem suspensão de bolsa. O documento reforça a política institucional de combate ao machismo e ao assédio sexual e moral.

Critérios para inscrições

A inscrição para vagas destinadas aos cotistas, no caso de pessoas trans, será analisada pelo Diverges ou comissão de verificação designada pelo núcleo. Para as pessoas negras (pretas e pardas), indígenas, quilombolas, refugiadas e ciganas, além dos documentos necessários, serão submetidas à comissão de heteroidentificação nos termos da Resolução Consuni 055/2018 e apresentem documentos estabelecidos pelo Neabi.

As pessoas com deficiência devem anexar laudo médico no momento de inscrição e seguir as normativas da Resolução Consuni 35/20200. É considerado em vulnerabilidade socioeconômica, o candidato com renda familiar de 1,5 salários mínimos por pessoa. Nesse caso, a avaliação segue as políticas de Assistência Estudantil da UNIFAL-MG.

Confira a política de cotas na pós-graduação na íntegra em: Resolução 49/2022/Consuni

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