Inflação em Varginha: maio registrou alta de 1,14%

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Este é o sexto mês consecutivo de elevação da inflação em Varginha.

Pelo sexto mês consecutivo o Índice Municipal de Preços ao Consumidor (IMPC-Unis) da cidade de Varginha apresentou alta. Comparando com o mês de abril, o índice geral de inflação em maio teve elevação de 1,14%.

No mês de maio, o grupo que apresentou maior elevação média foi comunicação (+7,13%), com alta de 9,53% nos planos básicos de telefonia móvel e de 5,57% nos planos básicos de internet.

A alimentação (2,72%) também pesou na inflação. Os preços do tomate (+24,52%), feijão carioquinha (+15,97%) e alho (+8,09%), que podem ser explicadas em razão das colheitas desses produtos ainda não terem se intensificado. com isso os produtos acabam em falta. Na outra ponta os produtos que tiveram as maiores quedas foram banana (-10,54%), cebola (-8,24%) e batata (-7,42%) devido fatores como o maior impulso na colheita e menor demanda no período.

O valor dos combustíveis também impactaram a inflação, registrando uma alta de 0,70% ocasionada pelo aumento do diesel (5,36%). Já o etanol teve queda de -2,74% e a gasolina uma diminuição de -0,48%.

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Quando falamos de compras para casa, o índice registrou queda de -0,85%, sendo que os destaques de alta foram os produtos de limpeza em geral da residência (1,13%) e os itens de higiene pessoal (0,77%). Já as maiores diminuições nos preços médios ocorreram na energia elétrica (-6,21%) e gás de cozinha (-2,38%).

Os custos com alimentação ficaram estáveis neste mês.

Em maio a inflação em Varginha continuou persistente, no entanto em patamar menor. Isto quer dizer que a alta geral no nível de preços continua, mas em níveis mais baixos em comparação com os meses anteriores.

De acordo com os pesquisadores, isso pode ser um indicativo de que realmente a inflação atingiu seu ápice em março e agora começa a diminuir o nível até se estabilizar e talvez iniciar um declínio.

No entanto, esse arrefecimento na alta dos preços ainda está muito lento e devemos levar em consideração que somente nos cinco primeiros meses de 2022 a inflação acumulada já ultrapassou a correção do salário mínimo ocorrida em janeiro, o que prejudica muito o orçamento das famílias assalariadas e de baixa renda.

O desempenho das safras dos produtos alimentícios, as ações de políticas econômicas, a taxa de câmbio, a dinâmica da demanda externa e a recomposição das cadeias produtivas internacionais serão fatores primordiais para o comportamento dos preços nos próximos meses.

“Reiteramos que, se a previsão do Banco Central de queda na inflação nos próximos meses não se confirmar, as políticas econômicas deverão passar por ajustes a fim de controlar os preços, especialmente por meio de incentivos à produção e maior disponibilidade interna dos produtos”, afirma os pesquisadores.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.


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