Operação contra tráfico de drogas é deflagrada em Varginha

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A operação Áquila foi deflagrada na manhã de quinta, 4.

Na manhã desta quinta-feira, 4, o Ministério Público deflagrou a “Operação Áquila” contra uma facção criminosa que atuava em Varginha e região no tráfico de drogas. Esta é a segunda fase da operação, com interseção com a “Operação Penitência”

De acordo com informações do Ministério Público, estão sendo cumpridos 8 mandados de busca e apreensão e 8 de prisão preventiva. A denúncia contra 8 pessoas pela prática de 13 crimes ligados ao tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte de arma de fogo, disparo de arma de fogo e maus-tratos a animais.

Investigações

As investigações duraram aproximadamente seis meses. Foi apontam que o tráfico era comandado de dentro dos presídios, com uso de violência, grave ameaça e uso de armas de fogo.

Ainda de acordo com o MP, um advogado, já denunciado na Operação Penitência, como participante de esquema de corrupção no sistema prisional, passou a intermediar o tráfico de drogas quando dois clientes foram presos, já que teria acesso ao presídio por conta da função.

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Operação Áquila

A primeira fase da Operação Áquila foi deflagrada em 14 de fevereiro de 2022. Na ocasião, 14 pessoas foram presas. As investigações apontaram que uma casa noturna era usada como ponto de lavagem de dinheiro do tráfico.

Além dos presos, foram apreendidas quantidades de cocaína, maconha, aparelhos celulares, R$ 24 mil em dinheiro.

A “Operação Áquila” aconteceu em conjunto entre Polícia Militar e Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO.

Operação Penitência

A operação ‘Penitência’ foi deflagrada em 14 de março pelo Ministério Público. A ação visava combater esquema de corrupção no presídio de Varginha. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária contra os investigados.

Durante as investigações foi descoberto que policiais penais cobravam propinas dos presos para os mais diversos fins, dentre eles transferências ou permanência na unidade local para quem está no regime semiaberto, obtenção de trabalho externo ou interno e outros confortos. Advogados e particulares seriam os intermediários das propinas.

Participam da operação cinco Promotores de Justiça, três servidores do Ministério Público, 19 policiais militares, três policiais civis e 15 policiais penais. O Ministério Público informou que as investigações continuam.

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