Veja o que os candidatos a prefeito dizem sobre o combate ao coronavírus em Varginha

hospital de campanha varginha
Foto: Prefeitura de Varginha

Além do combate ao coronavírus, veja o que os candidatos disseram ao Varginha Digital sobre suas propostas para a saúde em Varginha.

No final de outubro o Varginha Digital fez uma rodada de entrevistas com os candidatos a prefeito de Varginha. A partir de hoje publicaremos os principais pontos das entrevistas, para ajudar você, eleitor varginhense, a escolher o candidato com as melhores propostas, que fazem sentido para sua realidade. Nesta segunda matéria vamos apresentar a opinião dos candidatos a prefeito sobre o combate ao coronavírus e as propostas para a saúde na cidade.

Confira as respostas.

Demétrio Junqueira – 18

demétrio 18

O senhor acredita que o combate ao coronavírus e as medidas de prevenção ao Covid-19 em Varginha tem sido eficientes? O que faria diferente?

Os números mostram que não foram eficientes. Contudo entendo que não fossem os trabalhadores e servidores públicos de saúde do nosso município o cenário poderia ter sido pior. O que eu faria diferente seria liderar, chamar a responsabilidade para mim. Logo no início da pandemia o então prefeito renunciou e o seu sucessor apenas delegou, pouco se comunicou com os servidores, pouco se comunicou com a população para passar mensagens mais claras. Isso fez falta e repercutiu nos nossos números e nas vidas que perdemos.

Explique melhor como funcionaria a sua proposta “Saúde Única” (Humana, Animal e Ambiental).

A proposta da Saúde Única está interligada à otimização dos outros setores que direta ou indiretamente afetam a saúde, como por exemplo a infraestrutura urbana, a disponibilidade de lazer para as pessoas, o descarte, coleta e destinação adequada do lixo, a intensificação de campanhas de sensibilização quanto ao lixo reciclável; fomento ao aumento da utilização de material reciclável, etc.

Está ligada ainda ao incentivo para uma cultura varginhense de preservação ambiental, cuidado com os animais, além de ações e políticas voltadas para os animais, como por exemplo o estudo de viabilidade para incentivos à adoção responsável, aumento no número de castrações, maior fiscalização quanto ao abandono, proibição do uso de fogos de artifício, criação de conselhos voltados para a Saúde Animal, etc.

No tocante à Saúde Humana em si, que está relacionada às questões acima, incentivar a expansão da Estratégia Saúde da Família, que são equipes multiprofissionais no território quer atuam na assistência, prevenção, promoção, reabilitação em saúde, realizando também ações coletivas junto às suas comunidades de atuação, como por exemplo ações em escolas (relação com a educação), na perspectiva dos “Territórios Saudáveis” e evitando uma sobrecarga no sistema hospitalar. Varginha só conta com 50% de cobertura pela Estratégia Saúde da Família (ESF). A experiência brasileira mostra que os municípios que apresentam cobertura acima de 80% mostram melhores resultados em termos de saúde assim como maior satisfação da população. Nosso objetivo é expandir essa cobertura para acima de 90%.

Veja a entrevista completa neste link.


Jonas Loureiro – 65

Jonas Loureiro e Élida

O senhor acredita que o combate ao coronavírus e as medidas de prevenção ao Covid-19 em Varginha tem sido eficientes? O que faria diferente?

Houve acertos e equívocos. O hospital de campanha foi acertado. Ter cortado atendimentos de outras doenças como diabetes e doenças coronárias, um erro. É preciso duas frentes de atendimento. uma específica para Covid e outra para o tratamento de doenças como essa que citei. Esse tipo de enfermidade, não pode esperar.

Como o senhor pretende ampliar os serviços de atendimento básico nos PSF’s e na UPA? E como será a ampliação do atendimento de especialidades e o número de vagas para estes atendimentos?

Vamos descentralizar os atendimentos na UPA e remanejá-los para diferentes UBS da cidade. Alguns vão funcionar em horário estendido, a fim de desafogar as centenas de atendimentos diários da UPA. Os atendimentos básicos serão ampliados nesses locais e  os servidores da saúde terão novo piso salarial, a fim de corrigir injustiças com a categoria. Vamos reduzir a fila de espera de consultas especializadas para duas, ou até uma semana. Para isso, vamos abrir novos concursos e editais para a saúde. O dinheiro existe em caixa da Prefeitura. Só é preciso saber administrar.

Veja a entrevista completa neste link


Maria da Penha – 50

Maria da Penha PSol

A senhora acha que o combate ao coronavírus e as medidas de prevenção ao Covid-19 em Varginha tem sido eficientes? O que faria diferente?

Não podemos brincar com a vida. Várias famílias perderam entes queridos. Portanto, o combate não foi eficiente. Embora aconteceu a escuta das autoridades de saúde, acredito que daria mais transparência ao processo. Daria mais prioridade à vida do que ao lucro.

Em seu plano de governo a senhora afirma que foco na área da saúde será a implementação de ações fundadas nos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Como isso funcionaria na prática?

Vamos garantir o princípio da universalidade e da equidade. Todos são iguais perante o SUS. Vamos trabalhar a saúde preventiva com foco no Programa Saúde da Família.

Veja a entrevista completa neste link.


Rogério Bueno – 40

Rogério Bueno PSB

O senhor acha que o combate ao coronavírus e as medidas de prevenção ao Covid-19 em Varginha tem sido eficientes? O que faria diferente?

Na minha avaliação a questão do COVID-19 deveria ter sido melhor tratada em Varginha. De início destaco que faltou amparo de assistência social para população vulnerável, deveria ter sido efetivada uma política de atenção aos micros e pequenos empreendedor para segurar o período de crise. Também destaco que a fiscalização de cumprimento dos decretos que foram editado não foram efetivas e muitas vezes são impunemente desrespeitados. Deveria ter sido formatado parceria mais ativa com a Guarda, posturas e vigilância sanitária para educação e na reincidência punição. Especificamente na área da saúde destaco que houve um ótimo trabalho da equipe técnica da saúde, que estão com voz tão ativa nessa crise. Um dos pontos positivos foi a construção do Hospital de campanha que possibilitou atendimento aos pacientes infectados de Varginha e da região. A renúncia do ex-prefeito foi um fator que trouxe tumulto às ações iniciais de combate à pandemia. Outra questão que falhou demais foi a aplicação dos recursos, Varginha recebeu mais de 34 milhões para ações de combate ao Covid-19 e não foi aplicado devidamente principalmente no que diz respeito a testagem da população. A testagem é o meio mais eficaz para identificar e isolar os casos. Varginha está com baixíssimo índice de testagem e é a cidade com maior alta de morte por Covid se comparar com Poços de Caldas e Pouso Alegre, por exemplo. Diferente nós faríamos um comitê técnico e daria a ele mais poder para as decisões, testagem em massa da população, mais EPIS para os servidores da linha de frente do combate a pandemia, testagem em massa para esses servidores, colocar os agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias para trabalhar mais articulada no combate devidamente protegidos por EPIS. Outra coisa é não usar a pandemia para suspender outros atendimentos a saúde no município levando ao agravamento da saúde de muitas pessoas.

Na área da saúde a proposta do senhor é  estabelecer o programa “Atenção Primária em Saúde (APS)” como eixo norteador do modelo de atenção à saúde em Varginha. Como pretende fazer isso?

Quando investimos em atenção primária nós evitamos maiores prejuízos à pessoa, pois evitamos o agravamento da sua enfermidade e no ponto de vista financeiro é mais econômico, visto que a cada R$1,00 investido em atenção primária há uma economia de R$ 4,00 na média e alta complexidades. Em Varginha a rede de atenção é deficitária em dois aspectos: área de abrangência e capacidade de resolutividade dos casos. Nossa proposta é elevar a capacidade da rede existente, de dar solução aos casos que chegam a ela e também de estar melhor estruturada para receber esses casos, outra vertente de ação será ampliar essa rede que hoje está na casa de 58% de abrangência do município quando deveria estar na casa de 85%. Potencializar a capacidade dessa rede e ampliar a abrangência é nosso compromisso de gestão.

Veja a entrevista completa neste link


Vérdi Lúcio – 70

Verdi Lúcio

O senhor acredita que o combate ao coronavírus e as medidas de prevenção ao Covid-19 que o senhor implantou em Varginha têm sido eficientes?

Antes de qualquer palavra sobre o momento que vivemos, precisamos lembrar das famílias que perderam um ente querido e prestar a elas solidariedade e respeito. Porém, de volta aos números, se fizermos uma análise, tivemos uma taxa de incidência e de mortalidade pequena se comparada a outras cidades do mesmo porte. Não tivermos desassistência, criamos portas de entrada e oportunidades para todas as pessoas buscarem atendimento, ampliamos a nossa capacidade instalada de leitos, geramos oportunidades para tratamento precoce e adequado.

Agindo rápido, tivemos uma taxa de transmissão de 0.98, que é considerada muito baixa. Além disso, é importante destacarmos a criação do Hospital de Campanha no campus da Unifal, com 56 leitos, sendo 20 deles de UTI’s. Também implantamos os ambulatórios de síndromes gripais nas Unidades Básicas de Saúde do Bom Pastor, Canaã, Santana e Barcelona, que atendem de segunda a sexta-feira, das 15h às 21h, e aos sábados das 7h às 15h.

Equipamos a UPA e o Hospital Bom Pastor para melhor atender nossos pacientes e para oferecer total segurança aos nossos médicos e demais profissionais. Ou seja: soubemos enfrentar de maneira segura e coerente a doença. Criamos campanhas educativas para o uso de máscaras, distanciamento social e uso de álcool gel, e fomos ouvidos pela maior parte da população, que aderiu às medidas preventivas.

Mantivemos a divulgação diária do boletim informativo da Covid, fornecendo total transparência das nossas ações. Criamos um Gabinete de Gerenciamento de Crise para a tomada de decisões, abrindo o diálogo com representantes das classes médica, empresarial, comerciantes e de segurança. Assim, tomamos decisões equilibradas e corretas, sempre ouvindo a Comissão de Enfrentamento, formada por diversos membros da sociedade. Temos a certeza que as medidas foram ágeis e eficazes, mas o trabalho não acabou e ainda continuamos nossa luta contra a Covid-19.

Uma de suas propostas é implantar o Hospital da Criança, mas este projeto já havia sido prometido para atual gestão. Por que esta obra não foi concluída?

Transcrevo a manifestação do ex-prefeito Antônio Silva, a qual não só comungo como estou concretizando, veja:
“Tenho acompanhado manifestações de candidatos cobrando a construção do Hospital da Criança, ideia minha e compromisso que assumi para o mandato de 2017/2020. Eis a verdade a respeito dessa obra, que em nenhum momento deixou de ser prioritária, a par das crises que enfrentamos e vencemos. O Hospital da Criança era um compromisso do meu programa de governo de 4 anos, para o mandato 2017/2020. Em nenhum momento, deixou de ser prioridade e, desde 2017, foram implementadas sucessivas ações em direção à execução da obra: levantamento de áreas, possibilidade da permuta para aquisição da área atual, projeto de lei, aprovação e promulgação da lei autorizando a permuta, escrituras, levantamento topográfico, elaboração do projeto arquitetônico, remessa à ANVISA, alterações exigidas, volta à ANVISA, aprovação por ela, providências para incorporação da rua fundindo a área com a do HBP, negociação e pagamento à CEMIG para remoção da rede elétrica, aprovação do projeto na prefeitura, diversas licitações (várias delas frustradas) para contratar empresa para elaboração dos projetos complementares (estrutural, elétrico, hidráulico, telefonia e tecnologia, etc.) e, finalmente, a licitação da obra, que só agora chegou a bom termo. Nesses anos, sempre reservamos dotação orçamentária para esta obra, inclusive neste ano de 2020. O resto é balela e demonstração de total desconhecimento de como funciona a administração pública”.

Veja a entrevista completa neste link.


Zacarias Piva – 17

Zacarias Piva e Vismário

O senhor acredita que o combate ao coronavírus e as medidas de prevenção ao Covid-19 em Varginha tem sido eficiente? O que faria diferente?

Tivemos a dedicação dos profissionais da Saúde, principalmente aqueles que atuaram na implementação do SUS-Sistema Único de Saúde, por meio das Unidades Básicas de Saúde e da rede hospitalar. Mas, lamentamos ineficiência da gestão social do município, que não adotou as providências para dar assistência e proteção as pessoas atingidas pelas consequências decorrentes da Covid-19.

Como o senhor faria, caso fosse eleito, a gestão do SUS – Sistema Único de Saúde no âmbito do território municipal?

Queremos implantar assistência e ampliar o atendimento qualificado as pessoas da terceira idade nas áreas da geriatria social, cardiogeriatria e fisioterapia. Priorizar o programa de atenção à saúde das pessoas portadoras de deficiência nas unidades básicas de saúde, com a contratação de pediatras e mais profissionais vinculados à saúde da criança para atendimento digno e diferenciado às nossas crianças. Revitalizar  o programa saúde da família e aperfeiçoar o processo de gestão dos equipamentos de saúde enfatizando a humanização do atendimento.

Veja a entrevista completa neste link.


O candidato Anderson Martins não respondeu às peguntas.

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